Milhares de pessoas visitaram no início de junho a Feira de Época de Torres Novas, mas os lojistas do centro histórico pouco ou nada sentiram com a movimentação na cidade. Muitos fecharam portas e quem esteve aberto garante que as ruas, nomeadamente a rua Alexandre Herculano, estavam vazias. Um grupo de lojistas foi à reunião camarária de 26 de junho, terça-feira, questionar o que pensa o executivo fazer para revitalizar a sério o comércio local.
Quatro comerciantes dirigiram-se à reunião camarária e constataram o pouco impacto que iniciativas como a Feira de Época trazem ao negócio, criticando-se o facto deste evento, em particular, ter-se estendido para a zona do Jardim das Rosas, deixando as ruas do centro histórico vazias. Face a este cenário, muitos lojistas têm optado por encerrar as lojas.
“Nunca deixou de ser uma preocupação o comércio em Torres Novas, em especial a rua das lojas, que precisa de revitalização”, afirmou o vice-presidente da Câmara, Luís Silva. O autarca criticou no entanto a falta de envolvimento dos lojistas com o espírito da Feira de Época, criando-se um padrão de encerramento do comércio local que acaba por afastar, ano após ano, eventuais clientes.
Gerou-se algum debate em torno do tema, com as comerciantes a argumentarem que é necessário fazer mais que estas iniciativas para revitalizar o comércio local. Uma das presentes afirmou inclusive que se tem esforçado em decorar a sua loja, entrado no espírito da Feira de Época. “Merecemos ser vistos, ser visitados, mas nem isso. [Nesta Feira] Não passava ali ninguém”, afirmou.
Luís Silva acabaria por propor uma reunião com os interessados, a fim de se debater uma estratégia comum já para a Feira dos frutos secos.
