Na quarta-feira, 13 de setembro, o Centro de Recuperação e Integração Torrejano (CRIT) celebrou os seus 40 anos, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva. Durante as intervenções, o presidente da direção do CRIT, José Faustino, adiantou que se pretende construir um Lar Residencial no concelho de Alcanena, mas falta ainda financiamento. Quer do Portugal 2020, quer a formalização do acordo de cooperação com o Estado.
O Lar Residencial é uma necessidade sentida pelo CRIT, como resposta aos utentes que não tenham condições de autonomia após o desaparecimento dos seus tutores (pais ou outros responsáveis). Na cerimónia dos 40 anos do CRIT, José Faustino lembrou o percurso da instituição, que atualmente apoia cerca de 600 pessoas por semana através das suas 10 valências. No que toca ao Lar Residencial porém, previsto nascer no concelho de Alcanena, falta ainda o financiamento.
Em declarações aos jornalistas, José Faustino não foi capaz de avançar com uma data para o possível avanço da obra, uma vez que o CRIT está dependente quer da abertura do aviso a fundos comunitários, quer do concurso público para o acordo de cooperação com a Segurança Social. São necessárias as duas componentes para construir o Lar Residencial e ter depois condições para o seu funcionamento, sendo que José Faustino frisaria na sua intervenção a necessidade de dar passos sustentados.
Questionado sobre esta situação, o Ministro Vieira da Silva explicou que os acordos de cooperação são definidos por concursos públicos, mediante determinados critérios, mas, ressalvou, “dado o tipo de resposta que estamos a falar” ela tenderá a ser “sempre prioritária”. “As respostas residenciais para as pessoas com deficiência terão sempre uma prioridade elevada” nos próximos anos, sublinhou, não podendo porém dar mais garantias.
Presente também na cerimónia de aniversário, o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, lembrou os seus mais de 30 anos como dirigente do CRIT, do qual foi fundador. Em 1977 “ninguém falava da deficiência a nível nacional”, recordou, pelo que o trabalho de procura de associados que os seus primeiros promotes pensaram ser difícil, tornou-se bastante fácil, encontrando-se rapidamente apoio da parte da população.
A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, também esteve presente na cerimónia, não tendo chegado, porém, a intervir.
