O bailado "O Quebra-Nozes", pela Russian Classical Ballet, sobe ao palco do Virgínia a 18 de dezembro, com lotação esgotada. Foto: DR

Avishai Cohen, Gisela João, Rui Massena e o Russian Classical Ballet são os cabeças de cartaz do programa trimestral do Teatro Virgínia, em Torres Novas, para os meses de outubro, novembro e dezembro.

A temporada abre com uma peça de teatro para crianças “A Quinta dos Animais”, de Tónan Quito, a partir da obra de George Orwell. Trata-se de um texto político e satírico, mas também uma fábula sobre o modo como nos relacionamos com o outro. A sessão terá lugar no dia 2 de outubro, às 11h00. Na véspera há uma sessão para escolas.

A 9 outubro, Rui Massena aborda o seu reportório de forma intimista, através de uma seleção pessoal de temas dos seus quatro discos editados, abrindo também a porta à apresentação de novas canções. O espetáculo, inserido na programação Caminhos da Pedra, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, tem entrada gratuita mediante levantamento prévio de bilhete.

Uma semana mais tarde, desta feita no âmbito da programação cultural em rede VOLver, entra em cena a peça de teatro Prestes a Acontecer, um texto de António Prestes com encenação de Eduardo Dias, também com entrada gratuita.

A 23 outubro é a vez de “Nos Tempos de Gungunhana”, de Klemente Tsamba, uma peça baseada na tradição oral dos contadores de histórias africanos, onde um único elemento se desdobra em vários personagens e com a cumplicidade do público, retrata alguns dos episódios mágicos paralelos à vida do célebre rei tribal moçambicano Gungunhana.

Para celebrar o 65.º aniversário da inauguração do atual edifício do Teatro Virgínia, André Henriques (da banda Linda Martini) traz “Cajarana”, o seu primeiro disco a solo, lançado em 2020 num concerto de entrada gratuita no dia 27. A terminar o mês, o performer e coreógrafo Henrique Furtado Vieira traz “Diálogos”, no dia 30.

Novembro inicia com a peça “Damas da noite”, uma farsa em que Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento, no dia 5. No dia seguinte, a fadista Ana Dória faz uma viagem pelo fado mais tradicional até aos nossos dias em “Transição”.

A 12 de novembro, o Teatro Maior de Idade estreia a peça “Depara”, a partir das cartas do pintor Carlos Reis, grande parte delas para o seu filho, João Reis. “Arvoles”, o mais recente trabalho de Avishai Cohen, será o ponto de partida para um concerto com uma nova formação, no dia 14 de novembro, domingo, a partir das 17h30.

No dia 20, o Teatro Virgínia recebe “Airbnb & Nuvens”: uma rádio novela com encenação de Manuel Tur, que aborda uma reflexão sobre o processo de comunicação, expondo em palco a mecânica do teatro radiofónico, os seus artifícios, recursos e métodos.

A 4 de dezembro, sobe ao palco uma versão da peça Romeu e Julieta, marcada por uma velocidade vertiginosa e invisível, a de uma era digital, numa versão de John Romão a partir do texto de William Shakespeare.

Gisela João apresenta ao público torrejano o seu terceiro álbum “AuRora”  o seu registo mais pessoal e intimista, no dia 11 de dezembro. Foto: DR

No dia 7, terça-feira, véspera de feriado, atua o Trio Piazzolla Lisboa, considerado o mais influente agrupamento de música de Piazzolla em Portugal.

Gisela João apresenta ao público torrejano o seu terceiro álbum “AuRora”  o seu registo mais pessoal e intimista, onde pela primeira vez revela os seus dotes de letrista e compositora, no dia 11 de dezembro.

A temporada termina a 18 de dezembro com o bailado “O Quebra-Nozes”, pela Russian Classical Ballet, prestigiada companhia de Moscovo dirigida pela famosa bailarina Evgeniya Bespalova

No âmbito do Lab Criativo, destaque para diversas oficinas, leituras encenadas, ensaios comentados e o início de um novo ciclo para o Atelier Teatral dos Miúdos e Grupo de Teatro Juvenil do Virgínia.

Os bilhetes estarão à venda a partir de hoje, 21 de setembro, às 15h00, na bilheteira local (segunda a sexta das 15h00 às 18h30), nos pontos aderentes Fnac e Worten e online em www.bol.pt

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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