O executivo PS chumbou na reunião camarária de terça-feira, 1 de junho, uma proposta do BE para um subsídio de apoio à aquisição de bicicletas, segways, trotinetes, ou seja, equipamentos não emissores de carbono e que potenciem um estilo de vida saudável e sustentável. Não obstante se tenha salientada a positividade da proposta, o PS lembrou que há outro projeto em curso, através da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, que vai disponibilizar 70 bicicletas, espalhadas em 10 pontos da cidade torrejana. Está também em curso a construção de uma ciclovia. O PSD absteve-se.
A proposta do Bloco de Esquerda, lida por Helena Pinto, constatava que “as politicas municipais têm que ser, cada vez mais, no sentido da sustentabilidade do planeta, diminuindo a carga poluente, promovendo a saúde das pessoas ao proporcionar mais exercício físico e, simultaneamente, promover alternativas aos transportes motorizados”.
“Torres Novas só tem a ganhar se apostar forte em políticas amigas do ambiente, se apresentar medidas que se complementam para um objetivo comum. A promoção da alteração nos hábitos de mobilidade, deixando de utilizar o automóvel, tem que ser direcionada para as pessoas mais jovens”, referiu.
No âmbito do investimento municipal em ciclovias e projetos escolares, o Bloco propôs assim “um programa de incentivo à mobilidade suave que integre a atribuição de um subsídio à compra de bicicletas ou outro meio de transporte análogo no valor de 20% do valor de custo no máximo de 200.00”.
Na resposta, o presidente Pedro Ferreira (PS) recordou que há uma candidatura a decorrer na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo para um programa de bicicletas. Neste sentido, a cidade de Torres Novas vai ser beneficiada com 70 bicicletas, instaladas em 10 localizações, que depois poderão ser utilizadas pelos moradores. Está ainda a decorrer, referiu, o projeto de construção de uma ciclovia na cidade, que também acautelou a disponibilização de 20 bicicletas e deve estar concluído até agosto.
Face a este cenário, não obstante tenha reconhecido aspetos positivos à proposta do Bloco, o presidente referiu que o seu executivo iria votar contra.
António Nobre, pelo PSD, também reconheceu a validade da proposta, mas adiantou não concordar com alguns aspetos. Acabaria por abster-se, afirmando dar preferência ao modelo de empréstimo de bicicletas do município.
Helena Pinto argumentaria que os projetos poderiam conviver em simultâneo, uma vez que a sensibilização para práticas sustentáveis sairia reforçada. Questionou também porque os pontos de recolha de bicicletas não se estendiam até às aldeias, como Riachos e Meia Via. Pedro Ferreira adiantaria que o projeto não era extensível ao território além da cidade.
