*notícia atualizada às 21h44 de 4 de fevereiro de 2020
O segundo processo por difamação movido pela empresa Fabrióleo contra o ativista ambiental torrejano Pedro Triguinho terminou esta terça-feira, 4 de fevereiro, com um acordo entre as partes. Pedro Triguinho admitiu que existiu algum excesso na linguagem ao dizer que a atividade da empresa provocava cancro e a Fabróleo desistiu da queixa.
O caso remonta a 14 de outubro de 2017, na manifestação da proTejo em Lisboa, quando o ativista afirmou que a actividade da empresa está a causar cancro aos moradores da envolvente da ribeira da Boa Água. A Fabrióleo avançou com um processo por difamação, o segundo que intenta contra o ativista.
Esta terça-feira, segundo avança o jornal Torrejano, estava marcada a sentença no campus de justiça do Parque das Nações, em Lisboa. A acusação, que não foi acompanhada pelo Ministério Público, propôs que Pedro Triguinho pedisse desculpa e que, desse modo, retiraria a queixa. O ativista porém recusou-se a pedir desculpa.
A acusação sugeriu então que este admitisse ter utilizado um excesso de linguagem. Neste aspeto Pedro Triguinho acabou por concordar, tendo já admitido anteriormente que se excedera no calor da manifestação em Lisboa. Os advogados da Fabrióleo retiraram então a queixa.
Ao mediotejo.net Pedro Triguinho corroborou a notícia, manifestando-se satisfeito com a conclusão deste processo (o primeiro aguarda recurso, depois de uma primeira vitória do ambientalista), mas insatisfeito com a manutenção da poluição na envolvente da aldeia do Carreiro da Areia. “Pouco mudou”, constatou.
No julgamento, entre testemunhas e moradores, estiveram habitantes do Carreiro da Areia, Paulo Constantino (dirigente da proTejo), José Louza (da proTejo, EcoCartaxo e CPADA – Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente), Helena Pinto (vereadora do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Torres Novas) e Arnaldo Santos.
