O evento, que nos últimos 13 anos tem vindo a recuperar “os mais importantes momentos do passado de Torres Novas”, faz recuar o tempo no centro histórico da cidade, que se enche de festa e das cores e sons da época, afirma uma nota do município.
Ao longo dos cinco dias do evento, será possível “participar em oficinas temáticas, experienciar cheiros e sabores da época, assistir a momentos de recriação, de teatro, música e dança ou simplesmente passear pelo recinto, apreciando os produtos e iguarias que os mercadores têm para oferecer”, indica o município de Torres Novas, que apontou a presença de 120 expositores a comercializar os mais diversos produtos, desde a área alimentar ao artesanato.
Este ano, “a cidade vai recuar até ao século XIII, quando Afonso III reinava em Portugal há cerca de 30 anos. Após várias contendas com o seu já falecido irmão, D. Sancho II, e depois da conquista definitiva do Algarve, El-Rei pacificou o território e pôs fim às lutas com Castela, casando com D. Beatriz, filha de Afonso X de Castela, o Sábio”.
Afonso III, enquadra o município, “organizou administrativamente o território. Fez novas leis. Mandou que se divulgassem e cumprissem. Cunhou nova moeda. Lisboa era agora a capital do reino. E mandou que se fizessem feiras, atribuindo Cartas de Feira a várias vilas e cidades de Portugal. As feiras ofereciam coesão ao território, aproximavam povos e vizinhos. Concorriam para o desenvolvimento económico das terras. A vila de Torres Novas cedo recebeu a sua Carta de Feira. Corria o ano longínquo de 1273”, afirma a nota da Câmara de Torres Novas, ilustrando o cenário da recriação histórica e o mote da edição deste ano.
Ao longo dos cinco dias da feira, de 29 de maio a 02 de junho, o município afirma esperar “cerca de 80 000 visitantes” que poderão “conhecer as 15 diferentes áreas temáticas ou participar nas também 15 diferentes oficinas e demonstrações de ofícios” que integram o programa.




Com o objetivo de envolver os mais jovens na recriação histórica, o município destaca a participação no cortejo ‘Alvíssaras aos Petizes’, na manhã de sexta-feira, de “mais de 1.000 crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo das escolas da rede pública e privada” do concelho.
O evento “representa um investimento de cerca de 300 mil euros” por parte do município de Torres Novas, “parcialmente compensado com a venda de ingressos e de espaços”.
Durante o evento, a pulseira livre-trânsito para os cinco dias tem um custo de 10 euros, sendo a pulseira diária a seis euros, com descontos para famílias e maiores de 65 anos, e de entrada gratuita para crianças até aos 12 anos (inclusive).

c/LUSA
