A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou o projeto de execução para a “Reabilitação dos edifícios técnicos e áreas exteriores”, na envolvente do edifício principal dos Paços do Concelho. Esta obra, segundo o presidente Pedro Ferreira (PS), é mais um passo na requalificação do centro histórico e está orçada em 428.040,00 euros (mais IVA à taxa legal em vigor), com previsão de financiamento de 85% do PEDU – Plano de Estratégico de Desenvolvimento Urbano.
Segundo informação municipal, o “projeto consiste em reabilitar o edificado sempre que possível nas suas características originais, tendo como prioridade a substituição das caixilharias e da cobertura com consequente melhoria térmica e a resolução de patologias como infiltrações resultantes de fissuração, caixilharias defeituosas e drenagem de cobertura. As escadas interiores para o desvão do telhado são eliminadas”.
Os anexos devem ser em parte demolidos, o fibrocimento removido, os muros de propriedade rebaixados, sendo transformados em guardas, as pérgolas metálicas demolidas e grande parte dos pavimentos exteriores retirados e reformulados. Toda a estrutura ficará assim com mais área de jardim, facilitando acessos.
Alguns espaços em cave dos edifícios a norte que possuem pé-direito muito baixo vão ser destinados a zonas técnicas, zonas de arrumo, cozinhas dos restaurantes e sanitários públicos, adianta a mesma informação. No piso nobre do edifício poente estão previstas as oficinas temáticas. Nos pisos nobres dos edifícios restantes estão previstos os espaços de restauração e bebidas.
Já nos edifícios a sul, adianta, prevê-se um alojamento local tipo “hostel” e a nascente um bar em complemento aos edifícios de restauração.
Todo o projeto foi apresentado por Pedro Ferreira no decorrer da reunião, mostrando os desenhos à vereação. “Aquele velho quarteirão vai ficar embelezado e funcional para a zona histórica envolvente ao Castelo e à Praça 5 de Outubro”, dando assim “vida” a um espaço que ficará sem atividade quando os serviços municipais transitarem para o Convento do Carmo. Sobretudo “requalificar uma zona altamente degradada” que se pretende funcional para devolver à atividade cultural.
Na discussão, João Quaresma de Oliveira (PSD) lamentou apenas que a oposição não tivesse recebido uma explicação dos serviços municipais previamente ao debate em reunião de Câmara, como já aconteceu em projetos anteriores. A documentação é complexa, constatou, e teria assim que confiar nos serviços.
Já Helena Pinto (BE) acabaria por votar contra, considerando que todo o projeto devia ser melhor discutido. O tema, lembrou, tem quatro anos e nada foi feito neste período, sendo que a oposição também não se viu envolvida no mesmo.
