O concurso para a empreitada de valorização das “ruínas romanas de Cardillium”, em Torres Novas, que contemplava a requalificação do edifício de acolhimento, enquadramento paisagístico e delineamento de um percurso de visita, orçada em 392.200 euros mais IVA, ficou deserto. Na reunião de 25 de janeiro, o executivo aprovou a abertura de novo concurso público, aumentando em 8% o valor base da obra.
Um pouco por toda a região, e inclusive no país, os concursos públicos têm ficado desertos, dado o grande número de obras para a quantidade de empresas com capacidade de execução das mesmas. Na reunião, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS) constatou precisamente este cenário, esperando-se que agora seja possível avançar com a empreitada.
Segundo informação municipal, o orçamento previsto para esta “valorização” inclui um investimento elegível de 332.352,94 euros e será comparticipado num montante de 282.500,00 euros (85% do investimento elegível) pelo FEDER, no âmbito do Programa Operacional Centro 2020. O montante remanescente, não suportado por fundos comunitários, será suportado pela DGPC (Direção Geral do Património Cultural) e pelo município de Torres Novas, na mesma proporção.
A Villa Cardílio engloba um conjunto de ruínas romanas, classificadas como monumento nacional. Neste sentido o Estado, através da Direção Geral do Património Cultural, celebrou com o município torrejano um acordo visando as necessárias intervenções de valorização para combater a degradação.
No que diz respeito à empreitada, descreve a mesma informação, no extremo sul das ruínas está prevista a selagem com areia da área e posterior modelação do terreno, de modo a salvaguardar o local, e promover a integração da zona na paisagem envolvente. No interior das ruínas será necessário selar o terreno com o objetivo de acondicionar e proteger as estruturas existentes, algumas das quais em perigo de destruição, tentando amenizar-se as cotas da ruína, relativamente à topografia envolvente.
Na sua envolvente está prevista a implantação de um caminho principal, em redor, e de dois caminhos secundários que irão permitir percorrer o local, a partir do evoluir das escavações, e fazer a ligação ao extremo poente do sítio arqueológico. Serão ainda colocados seis bancos em madeira ao longo deste percurso, de forma a promover zonas de estadia e de permanência com vista privilegiada sobre as ruínas.
O caminho principal irá ligar seis pontos de paragem, que serão assinalados com o uso de sinalética explicativa, sendo pavimentado em tout-venant, coberto por uma manta em geotêxtil de alta gramagem para maior resistência, evitando a sua rutura face às forças de tração naturalmente exercidas
Com vista a facilitar o acesso foram propostos passadiços em madeira, que irão possuir, na entrada e extremo poente, os postos de informação, respeitando sempre as condicionantes às normas de construção com vista a assegurar a circulação de pessoas com mobilidade condicionada, termina a informação.
