Os Capitão Fausto atuam em março em Torres Novas. Foto: DR

O Teatro Virgínia vai acolher até ao final do mês de março as atuações de Capitão Fausto, entre outros espetáculos de teatro, dança, cinema e oficinas. A digressão dos Capitão Fausto pelos teatros e auditórios do país passa por Torres Novas no sábado, 5 de março.

«Neste início do tão esperado ano de 2022, regressamos aos teatros e auditórios, numa digressão pelo nosso país. Delicadamente e à medida que pedimos licença, precipitamo-nos de novo para junto do nosso público – as saudades são muitas e a ausência foi longa. Longa demais. De janeiro a março, de norte a sul de Portugal, visitaremos os lindíssimos teatros e auditórios que, desde há muito, têm vindo a marcar os encontros com as nossas pessoas, em alegria e comunhão.», refere a banda, em nota de imprensa.

A história de Tomás, Salvador, Francisco, Manuel e Domingos tem o seu primeiro capítulo em 2011, com «Gazela», o álbum de estreia. Ali encontramos a urgência das canções juvenis, dos hinos pop que se cantam e sabem sempre a pouco. Com o segundo álbum, «Pesar o Sol», em 2014, impõem-se como uma das mais originais e criativas propostas do nosso país. Segue-se «Capitão Fausto Têm os Dias Contados» em 2016 e «A Invenção do Dia Claro» em 2019. 2020 traz «Sol Posto», uma experiência de filme-concerto que conta com versões inéditas do repertório da banda e três performances gravadas ao vivo e em exclusivo para o filme.

O espetáculo tem início marcado para as 21h30 e os bilhetes têm o custo de 10€, sendo aplicáveis descontos. Podem ser adquiridos na bilheteira local (segunda a sexta das 15h às 18h30), nos pontos aderentes Fnac e Worten ou online em www.bol.pt

Uma semana depois de Capitão Fausto, no dia 12, Miguel Fragata e Inês Barahona apresentam “O Estado do Mundo”, uma peça para famílias que colocará em cena uma relação de causa-efeito entre pequenos gestos e grandes consequências.

No mesmo dia, o Teatro Maria Noémia recebe Dário Guerreiro, num espetáculo em que “pequeno algarvio revela-nos a razão de ainda não ter saído de casa da mãe, as consequências disso e uma enxurrada de desabafos viscerais e escatológicos, num espetáculo de humor com laivos de música mal-amanhada”.

Cláudia Martins e Rafael Carriço (Vortice Dance Company), apresentam a 19 de março a sua nova obra – “Jouska” – um diálogo catártico, uma jornada profunda que funciona como uma espécie de jaula psicológica, uma conversa hipotética, que se repete compulsivamente na mente de alguém. Este espetáculo contará com a participação da comunidade.

A terminar o trimestre, o Grupo de Teatro Juvenil do Virgínia estreia “Rio Sombrio”, uma peça em que um grupo de jovens volta a encontrar-se, quatro anos após o trágico acidente que mudou as suas vidas, para tomar uma decisão.

Paralelamente há um conjunto de atividades dirigidas ao público escolar e não só, como sessões dos espetáculos para escolas, oficinas de dança, oficinas artísticas, leituras encenadas, entre outros projetos desenvolvido no âmbito do Lab Criativo do TV.

O município adianta que vão regressar as sessões regulares de cinema ao Teatro Virgínia, através de uma parceria com o Cineclube de Torres Novas, que projetará filmes às terças-feiras, desde “Al Berto”, o complexo narrativo “A Flor”, o cine-concerto “Metropolis”, “Sob as estrelas e Paris”, “Marighella”, “Corpus Christi – A redenção” ou “Coração Negro”.

No sábado, dia 12 de fevereiro, Diogo Piçarra, um dos maiores nomes atuais da música portuguesa, atuou em Torres Novas no âmbito do Festival Montepio Às Vezes o Amor.

A programação trimestral do Teatro Virgínia abriu no dia 8 de janeiro com um concerto em que Pedro Abrunhosa, ao piano, acompanhado de Bruno Macedo à guitarra, apresentou um espetáculo intimista onde desfiou músicas do seu vasto repertório, com o público a acompanhar em coro, músicas do novo álbum e também partilhas em jeito de homenagem, como ‘Hallelujah’, de Leonard Cohen, ou “Encosta-te a mim”, de Jorge Palma, tendo fechado o concerto com o tema “Para os braços da minha mãe”.

«Mi~mar», a 15 de janeiro, levou dança e música para bebés dos 0 aos 36 meses pela companhia Passos e Compassos, numa atividade em que os intérpretes partilharam o espaço com os bebés e os amigos que os acompanharam, apelando à partilha e interação. No mesmo dia, à noite, Teresinha Landeiro apresentou o seu mais recente álbum – “Agora”, revelando um fado jovem, ambicioso e leve como a própria personalidade da fadista.

No dia 22 foi a vez da Amarelo Silvestre subir ao palco com a peça “Diário de Uma República”, uma reflexão artística sobre o que vão sendo as pessoas e as paisagens de Portugal entre 2020 e 2030.

O mês de janeiro terminou no dia 29 com o humorista Diogo Batáguas e “Processo”, o espetáculo de stand up comedy nos palcos, depois da web série.

A dupla de coreógrafos portugueses Jonas&Lander trouxe a 05 de fevereiro “Bate Fado”, um espetáculo híbrido entre a dança e o concerto de música inspirado no fado batido, uma dança baseada num sapateado energético e virtuoso.

O concerto-dança para surdos e outros audições, “SYN.Tropia”, de Yola Pinto e Simão Costa, decorreu na sexta-feira, 18 de fevereiro e, no sábado, dia 19, teve lugar “A Azenha”, um concerto ilustrado, feito a dois, onde a música foi assegurada pela guitarra de Filho da Mãe e a parte visual pela artista plástica Cláudia Guerreiro.

O quarteto Miss Manouche levou no dia 25 de fevereiro ao Teatro Maria Noémia, na Meia Via, o ritmo swing dos anos 20/30, a paixão fogosa do gypsy jazz e a incontornável figura de Django Reinhardt.

Este sábado, dia 26, a peça “Perfeitos Desconhecidos”, de Pedro Penim, sobre um jantar de amigos de longa data repleto de surpresas, reviravoltas e segredos, sobe ao palco do Virgínia.

Os bilhetes para o trimestre podem ser adquiridos na bilheteira local (segunda a sexta das 15h às 18h30), nos pontos aderentes Fnac e Worten ou online em www.bol.pt

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

Deixe um comentário

Leave a Reply