A ETARI da Fabrióleo , conhecida por 'piscina olímpica',tem cerca de 4.200 m3 de resíduos líquidos perigoso. Foto arquivo: mediotejo.net

O Bloco de Esquerda (BE) de Torres Novas manifestou em comunicado de imprensa a sua satisfação com a decisão do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação de encerrar a fábrica de óleos vegetais Fabrióleo. “Uma decisão importante para o concelho e sobretudo para as populações”, frisa.

A decisão do IAPMEI foi tornada pública na terça-feira, 13 de março, referindo a entidade que “atendendo à posição vertida nos pareceres emitidos pelas entidades, e em concreto a posição reiterada pela Câmara Municipal de Torres Novas e pela Agência Portuguesa do Ambiente, considerou que se mantêm os pressupostos de facto e de direito que estiveram subjacentes à decisão proposta em momento anterior e comunicada à empresa em 30/01/2018, nos termos do Código do Procedimento Administrativo”. À Fabrióleo foram dados 10 dias para encerrar a exploração industrial.

Recordando ser este “um processo que se arrasta há anos, com protestos, denuncias, manifestações, ameaças, tribunais e mais tribunais”, o BE destaca que “as pessoas vão finalmente poder abrir as janelas das suas casas, pensar em voltar a cultivar as suas hortas e circularem na rua, o que lhes estava vedado”. “Alguns negócios, empresas de restauração e comercio e até de diversão vão poder encarar o seu futuro com mais alguma confiança”, constata.

“O meio ambiente, os lençóis freáticos, o rio Almonda e até o Tejo podem iniciar um processo de regeneração para o bem de todos e de todas, na saúde e na qualidade de vida. A reserva do Paul do Boquilobo se pudesse falar, seria certamente um desabafo de alivio e de confiança no futuro”, refere.

O BE de Torres Novas “saúda todos e todas que de alguma forma se juntaram a esta luta ao longo de todo este tempo, com avanços e recuos mas sempre com a determinação que a razão estava do seu lado. As empresas são importantes para a economia e todas são bem-vindas, desde que respeitem a lei, o meio ambiente e as pessoas, o desenvolvimento faz-se com o respeito por todos ou então não é desenvolvimento”.

“A partir daqui nenhuma empresa está acima da lei, este caminho que agora se abre não vai parar”, termina.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

Deixe um comentário

Leave a Reply