Cratoliva Foto: BE

Os deputados do BE, Fabíola Cardoso e Nelson Peralta, interpelaram o Ministério do Ambiente sobre a alegada poluição atmosférica proveniente da fábrica da Parceria de Azeites, propriedade da Cratoliva, situada em Torres Novas. O grupo parlamentar quer saber se a empresa se encontra a ser fiscalizada e se há ações em curso para esse efeito.

Numa carta enviada às redações, o BE refere que “recebeu denúncias dando conta que a Fábrica da Parceria de Azeites, propriedade da Cratoliva, Lda tem sido uma alegada fonte de poluição atmosférica, com imensuráveis impactos nas populações da freguesia de Parceiros de Igreja, concelho de Torres Novas, onde está localizada. Este fenómeno resulta, aparentemente, da atividade industrial da referida unidade, que tem que ver com a transformação de óleos vegetais brutos à base de bagaço de azeitona”.

Segundo avança a mesma missiva “os relatos transmitidos a este grupo parlamentar dão conta de que nos períodos em que a laboração industrial é mais intensa, a emissão de poluentes intensifica-se. Conforme as condições climatéricas, particularmente a intensidade e a direção do vento, os fumos emitidos pela unidade industrial alcançam outras populações, além das supracitadas, em localizações a sul do concelho de Torres Novas e outras, sitas no concelho vizinho de Alcanena. Estão em causa, portanto, áreas fustigadas que atingem áreas de vários quilómetros quadrados”.

Preocupado com a qualidade do ar, o Bloco de Esquerda refere que “a população tem experienciado maus cheiros causadores de vómitos, ardências oftalmológicas, irritações dermatológicas, tosse e outros sintomas altamente disruptores do quotidiano, da qualidade de vida da população e apresenta contornos de verdadeiro problema de saúde pública”.

“Foi-nos igualmente transmitido que já se lavraram diversas queixas e reclamações aos órgãos autárquicos locais, ao SEPNA – GNR e ao IGAMAOT, sem que nenhuma tenha espoletado uma melhoria visível, que permita o retomar da normalidade nas localidades afetadas”, refere.

Os deputados questionam o Ministério do Ambiente e da Ação Climática sobre a situação, querendo saber se é possível especificar a composição das substâncias emitidas pela unidade industrial e a sua perigosidade para a saúde das populações e para o ambiente. Questiona também se tem havido fiscalização das entidades competentes e se é possível saber os resultados. Termina a interpelar por medidas a adotar para mitigar riscos e consequências das populações e do ambiente.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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