A discussão em torno do novo regimento da Assembleia Municipal de Torres Novas levantou alguma discussão na sessão de quarta-feira, 15 de novembro, com a CDU e o BE a notarem que ficavam com poucos minutos para expor a sua posição face à esmagadora maioria PS, que se reflete na distribuição temporal. O presidente da mesa, José Trincão Marques (PS), anunciara que se pretendia retirar alguns minutos ao PS para redistribuir mais equitativamente aos outros partidos, em minoria, mas oposição continuou a entender que era pouco. As propostas de alargamento temporal foram recusadas pela maioria PS.
A questão temporal foi um dos tópicos mais discutidos em torno das alterações ao regimento. Face aos resultados eleitorais, que ditam a distribuição de tempo para intervenção em assembleia, partidos como a CDU e o BE ficaram com poucos minutos para poder expor a sua posição na assembleia municipal, por vezes com uma Ordem de Trabalhos com diversos tópicos polémicos.
João Lopes (BE) começaria por sugerir que em temas mais complexos a mesa da assembleia permitisse um alargamento do tempo de discussão. Ana Tomé (CDU) partilhou da preocupação, constatando que se corre o risco de ficar “o PS a falar para si mesmo”. Já no final do debate sugeriu que se atribuisse 15 minutos a cada bancada.
O aumento do tempo de intervenção não reuniu concordância junto da bancada PS, com Manuel Filipe (PS) a comentar que se ultrapassa sempre os períodos de intervenção, sem que a mesa interrompa, e que muitas vezes são usados sobretudo para retórica.
As propostas do BE e da CDU acabariam por ser rejeitas, com a abstenção do PSD e do CDS. A proposta do PS, com alguma redistribuição de minutos retirados àquela bancada, seria aprovada por maioria, com votos contra do BE e da CDU e abstenção do CDS.
