A empresa de óleos vegetais Fabrióleo, localizada no Carreiro da Areia, em Torres Novas, teve ordem de encerramento definitivo em junho, devido ao longo historial de poluição, mas a fábrica continuará a receber camiões de resíduos e a descarregar para as linhas de água, apesar das várias queixas junto das autoridades, segundo o porta-voz do movimento cívico BASTA, Pedro Triguinho. Por isso, foi convocada para este sábado, 7 de novembro, uma marcha-lenta e buzinão para alertar que os crimes ambientais continuam.
“Não basta a ordem de encerramento, é preciso ação”, diz Pedro Triguinho. “É preciso que termine a descarga de resíduos perigosos”. A Fabrióleo abriu uma nova fábrica em Vendas Novas, designada “Extraoils – Oils 4 the future”, de onde virão os camiões com os resíduos que sobram do tratamento dos óleos vegetais, designados “águas ácidas”, esclareceu o ativista. As descargas, argumenta, serão estas “águas ácidas”, que não estarão a ser devidamente tratadas.
“Não vamos desistir”, frisou Pedro Triguinho. A marcha-lenta e buzinão é uma manifestação organizada de forma a cumprir os constrangimentos da pandemia. Tem início pelas 16h00 no largo da Igreja de Carreiro da Areia e vai seguir pelos Pintainhos, Meia Via, Entroncamento, Riachos, Nicho de Riachos, Torres Novas e Praça 5 de outubro. Para quem precisar de direções, o ponto de encontro é às 15h30 junto ao mercado da cidade de Torres Novas.
Entretanto, a situação laboral da empresa no Carreiro da Areia agudizou-se. O movimento tem recebido queixas relacionadas com a falta de pagamento aos funcionários da Fabrióleo, alguns dos quais não receberão vencimento desde o início da pandemia, em março, mas que também não foram despedidos, não tendo por tal a documentação para pedir o subsídio de desemprego.
