A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Torres Novas recebeu esta terça-feira, dia 28 de novembro, alunas do curso de animação sociocultural da Escola Profissional da cidade. A visita insere-se no âmbito da sensibilização para a educação ambiental que integra um dos módulos do segundo ano do curso.
Um comunicado enviado pelas Águas do Ribatejo refere que a ETAR “inaugurada há dois anos, apresenta um moderno sistema de tratamento de ‘esgotos’ que está a contribuir para reduzir a carga poluente na Bacia do Almonda”.
A professora Ana Lúcia Alves, docente na Escola Profissional de Torres Novas, considerou que “é importante que os estudantes conheçam o processo de tratamento de ‘esgotos’ e a sua importância no ciclo urbano da água”.
“Não cheira tão mal como pensava”, explica Rafaela, uma das
estudantes. O cheiro desagradável apenas se revelou na sala de
desidratação das lamas onde as alunas usaram uma máscara de
proteção.
“Nos equipamentos a céu aberto não se sentem odores e até aparecem algumas aves voando sobre as águas residuais. As paredes dos enormes ‘tanques’ estão polvilhadas de caracóis que saíram da casca para saudar o regresso da tão ansiada chuva”, lê-se no documento.
As alunas questionaram as várias fases do tratamento das águas residuais até à descarga para o ribeiro que encaminha a água tratada para o rio Almonda. “Esta água está cristalina como se vê. É um sinal de que o tratamento foi eficiente”, explicou Marta Cristóvão, a técnica da AR que guia a visita.
“Não tinha a ideia da dimensão da ETAR. É um equipamento enorme”, revela uma das alunas quando observava o equipamento num plano superior.
Já na sala de controlo do funcionamento da ETAR, as alunas questionaram as luzes verdes e vermelhas perante as explicações do operador Ricardo que mostra como todos os equipamentos podem ser controlados à distância.
