O proTEJO esgotou as 50 inscrições disponíveis para a 9ª edição do “Vogar contra a indiferença”, informou o movimento ambientalista. A ação, que vai decorrer no sábado, inclui uma descida em canoa numa demonstração ibérica de cidadãos “Pela despoluição do rio Nabão”.
A descida de canoa vai contar com 50 participantes que, em 25 embarcações, irão colorir o rio Nabão de todas as cores. O “9º Vogar contra a indiferença” inicia-se pela manhã de sábado, dia 17 de julho, na Praia fluvial do Sobreirinho e continua com um percurso fluvial em canoa pelo rio Nabão até ao Parque do Mouchão, na cidade de Tomar.
Esta é uma ação de defesa de rios Vivos sem poluição e Livres de açudes e barragens para assegurar a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos, o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas e os fluxos migratórios das espécies piscícolas. A organização vai contar com uma participação de amigos do Tejo de Espanha, nomeadamente com uma delegação da Asamblea para la defensa del río Tajo en Aranjuez, pertencente à Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes.
A Demonstração Ibérica de Cidadãos “Pela despoluição do rio Nabão” decorrerá pela tarde no Parque do Mouchão da cidade de Tomar, às 15:00, com a leitura da “Carta Contra a Indiferença”.

A mesma incidirá sobre a importância de “exigir o desbloqueamento da execução de medidas de melhoria de tratamento das águas residuais urbanas e a fiscalização das atividades poluidoras por parte da Agência Portuguesa do Ambiente que se sabe serem necessárias para eliminar a irresponsabilidade que alimenta os focos de poluição no rio Nabão, que têm vindo a envenenar o ambiente e a afetar a Biodiversidade e a saúde das pessoas”, refere o movimento ambientalista.
“Na origem da poluição” do Nabão, afirma o proTEJO, “está a falta de tratamento de águas residuais urbanas e de descargas de efluentes não tratados provenientes da agricultura, indústria, suinicultura, entre outras”.
A iniciativa pretende ainda “consciencializar as populações ribeirinhas para o aumento das pressões negativas que resultam da sobre exploração da água do Tejo: as que se avizinham, com projetos de construção de novos açudes e barragens, e as que já existem, face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases de água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear”.

A descida de canoa visa ainda realçar a “importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio e das atividades de educação ambiental e turismo de natureza, cultural e ambiental”.
Esta atividade é organizada pelo proTEJO – Movimento Pelo Tejo, e conta com o apoio do Município de Tomar, da Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes, sendo responsável pela descida a Natur Z.
