A vereadora do PSD no executivo camarário de Tomar, Célia Bonet, fez uma intervenção na reunião de câmara de segunda-feira, 13 de maio, no sentido de questionar a opção dos ajustes directos feitos durante a gestão socialista.
“Nos últimos anos temos assistido no nosso concelho, por parte da gestão do município, a um elevado número de ajustes directos na contratação. Este procedimento, ainda que um recurso de gestão legal, deveria ser usado apenas em situações particulares e bem enquadradas o que não tem acontecido”, considerou, acrescentando que “durante os últimos quatro anos de governação socialista, assistimos por uma opção de ajuste directo em praticamente todas as áreas”.
A vereadora do PSD criticou ainda o facto de não se optarem por contratar empresas do concelho, uma vez que existem empresas competentes para responder a essas necessidades.
Célia Bonet quis esclarecer a recente contratação dos serviços de assessoria e consultadoria jurídica a uma sociedade de advogados no valor de 150 mil euros, pretendendo saber porque razão não prestam os juristas da autarquia este serviço. Quis ainda saber qual tem sido a intervenção da advogada sindica dos SMAS – serviço que não tem personalidade jurídica- pedindo que lhe seja facultado um relatório com os assuntos em que interveio.
A presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS) explicou que os cinco juristas da autarquia, por impedimento legal, não podem representar a Câmara em tribunal. Em relação à advogada sindica dos SMAS, esclareceu que a mesma intervém em todos as questões de contra-ordenação.
