O eleito pelo Chega na Assembleia de Freguesia de Asseiceira, concelho de Tomar, Nuno Grácio, alertou para o perigo existente na estrada EM 358-1, defendendo o corte da via devido ao risco de derrocadas e abatimento do piso.
Após uma conferência de imprensa junto à antiga fábrica da Matrena, Nuno Grácio disse que a via “apresenta sinais de instabilidade há vários anos” e sublinhou que as arribas junto à estrada “estão em perigo de queda” e parte do piso “já abateu”, situação que diz ter sido já comunicada às entidades competentes
“Não estamos a falar de pequenas pedras. São blocos capazes de esmagar um carro ou um autocarro. Se cair uma pedra daquelas, alguém vai morrer”, afirmou.
Segundo Nuno Grácio, em declarações à Lusa, a via, também conhecida como estrada da Matrena, é utilizada diariamente por um autocarro de transporte escolar “cheio de crianças”, além de moradores, ambulâncias e camiões, o que “torna ainda mais urgente o fecho imediato da via”.
O membro da Assembleia de Freguesia de Asseiceira afirmou ter comunicado o perigo à junta de freguesia, Proteção Civil, câmara de Tomar e Infraestruturas de Portugal (IP).
Disse ainda que a situação tem vindo a piorar ao longo dos últimos dias, e que uma fenda que detetou dias antes “aumentou de dimensão” na manhã de hoje.
Nuno Grácio contestou também a resposta das entidades locais, referindo que o presidente da junta admitiu o perigo na via, mas lhe disse que a situação já havia sido comunicada às autoridades competentes e que, desse ponto em diante, “não podia fazer mais”.
“Se a estrada está perigosa ao ponto de pedir às pessoas para evitarem passar, então não pode estar aberta. Temos de ser coerentes”, defendeu.

Nuno Grácio considerou insuficientes as redes de contenção instaladas há vários anos, afirmando que “já não servem para conter nada” após sucessivas quedas de pedras.
Questionado sobre alternativas de circulação caso a via seja cortada, afirmou que existem percursos com um aumento de “dois a três quilómetros”, algo que considera “perfeitamente aceitável face ao risco existente”.
“Aquela estrada é uma bomba‑relógio. Vou lutar até ao fim para que seja cortada e para que as obras comecem”, afirmou.
Lusa
