Tomar quer pavimentar Avenida Cândido Madureira até ao final do ano. Foto arquivo: Arlindo Homem

A Câmara de Tomar pretende avançar ainda este ano com a pavimentação da Avenida Cândido Madureira, numa intervenção mais simples do que a requalificação de fundo prevista para aquela zona, cujo calendário permanece condicionado pela disponibilidade de financiamento.

O presidente da Câmara, Tiago Carrão (PSD), anunciou a intenção na reunião do executivo municipal de 6 de outubro, explicando que o projeto mais amplo de requalificação de ruas do centro histórico, onde se inclui a Avenida Cândido Madureira, não deverá avançar no imediato.

Segundo o autarca, eleito pela coligação AD (PSD/CDS), a intervenção concorre financeiramente com outros projetos considerados prioritários pelo município, nomeadamente a requalificação da Estrada Nacional 110, na zona de Carvalhos de Figueiredo, e a continuação da Avenida Maria de Lourdes Mello e Castro.

Tiago Carrão afirmou que o montante de financiamento previsto no Portugal 2030 para estas três intervenções, cerca de cinco milhões de euros, é “manifestamente insuficiente”, não existindo ainda um calendário definido para a execução da requalificação de fundo.

Perante o estado atual do pavimento da Avenida Cândido Madureira, o município decidiu avançar com uma solução mais imediata.

O pavimento encontra-se “em condições muito pouco dignas”, afirmou o presidente da Câmara, adiantando que será realizada uma pavimentação mais simples, que poderá estar concluída “eventualmente até ao final do ano”.

Carrão justificou a intervenção por razões de segurança e pela necessidade de colocar o piso em condições, lembrando ainda a importância daquela avenida durante a Festa dos Tabuleiros.

O objetivo, afirmou, é garantir que uma das principais vias utilizadas durante a festa esteja em boas condições, funcionando como “um bom cartão de visita” para quem visita Tomar naquele período.

A requalificação estrutural prevista para esta zona é, contudo, mais ampla do que uma intervenção no pavimento, abrangendo outras ruas do centro histórico e infraestruturas no subsolo.

Durante a discussão, o vereador Hugo Cristóvão (PS) alertou para a existência de algumas ruas naquela área ainda sem rede de saneamento e para o envelhecimento das condutas, acrescentando que o projeto prevê também colocar no subsolo outras infraestruturas, nomeadamente redes elétricas e fibra ótica.

O vereador socialista considerou que estas necessidades conferem maior urgência à intervenção de fundo, embora tenha reconhecido as limitações financeiras e a necessidade de estabelecer prioridades.

A preparação da cidade para a Festa dos Tabuleiros inclui também uma intervenção na Alameda 1.º de Março, onde a Câmara pretende substituir as atuais passadeiras em calçada por passadeiras pavimentadas e pintadas e melhorar as condições de acessibilidade nos passeios junto às travessias.

Segundo Tiago Carrão, o procedimento está a avançar e deverá seguir “muito em breve” para contratação, abrangendo todas as passadeiras da Alameda. O objetivo do município é concluir a intervenção a tempo da Festa dos Tabuleiros.

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