Praia Fluvial de Alverangel - Tomar. Foto: Turismo Centro de Portugal

O caminho que permitia o acesso à praia fluvial de Alverangel, em Tomar, foi vedado à população após a compra do terreno por um novo proprietário. A situação está a gerar indignação popular, com vários cidadãos a pedirem esclarecimentos ao presidente da Câmara. Hugo Cristóvão esclareceu que irá procurar reunir com o proprietário, tendo indicado existirem “outras possibilidades”, se não existir consenso.

Em representação dos cidadãos tomarenses que se sentem prejudicados, alguns dos quais marcaram presença na reunião de executivo de segunda-feira, Maria da Luz afirmou que, tendo em conta a vedação que não permite usufruir do local, a população veio “pedir a vossa ajuda, ver o que é que é possível fazermos para que todos juntos consigamos arranjar uma solução”.

“É um lugar que faz parte da história das nossas vidas, há muitas gerações. É o lugar onde estivemos com os nossos avós, pais, filhos e netos… Eu sempre frequentei aquele lugar com os meus filhos, desde que eles nasceram e eles adoram e ficaram muito tristes com esta situação toda”, acrescentou.

ÁUDIO | Intervenção de Maria da Luz, durante a reunião do executivo

Maria da Luz sublinhou ainda que se trata de um lugar “maravilhoso e único”, motivo pelo qual “deve continuar acessível por terra a todos os que desfrutam, apreciam e respeitam a natureza”.

O edil recordou que a a natureza público-privada foi um “processo que se arrastou durante décadas” e que foi declarado, pelo Tribunal, como sendo um caminho privado. “A partir daí, quem for proprietário tem direitos. Apesar disso, o caminho nunca foi encerrado ao público até agora recentemente com a aquisição de um novo proprietário”, esclareceu.

“Achamos que é sempre melhor ter um processo que possa decorrer da melhor maneira e para isso nem sempre se pode dizer tudo publicamente, pelo menos numa fase mais inicial. O que vos irei dizer é que em primeiro lugar já tive uma conversa com o senhor presidente da Junta para ouvir a freguesia e perceber um pouco o historial (…)”.

ÁUDIO | Hugo Cristóvão, presidente da Câmara Municipal de Tomar

A autarquia tomarense procura agora reunir com o proprietário para ver se “há alguma hipótese de chegarmos a uma solução que seja boa para todos, que naturalmente não ponha em causa aquilo que são os seus direitos, mas também que não limite aquilo que é de facto a utilização (…) por parte da população, não só residente mas muitas outras pessoas do concelho e de fora do concelho”.

No entanto, Hugo Cristóvão admite existirem “outras possibilidades” caso não seja possível chegar a um acordo com o novo proprietário.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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