A Câmara de Tomar está a ponderar instalar um sistema de videovigilância ao longo do rio Nabão para detetar focos de poluição. A novidade foi dada pela presidente da autarquia, Anabela Freitas, na reunião de 8 de janeiro, respondendo a uma intervenção de Américo Costa, do grupo ambiental Aqua.
O munícipe participou em mais uma reunião pública, onde lamentou mais uma vez a poluição do rio Nabão e apontou as culpas à ETAR de Seiça. Disse este cidadão ao executivo que mandou fazer análises à água a expensas próprias sendo que as substâncias detetadas são resíduos domésticos, em tanta proporção que só podem existir nas ETAR’s”, disse.
Sugeriu ainda que as Câmaras de Tomar e Ourém façam uma reunião para resolver este problema”.

Em resposta, a presidente da câmara, Anabela Freitas, avançou que “é muito redutor” afirmar que a única fonte de poluição é a ETAR de Seiça”. A autarca revelou ainda que a câmara está a tentar junto do Secretário de Estado do Ambiente implementar um sistema de videovigilância ao longo do rio a fim de se apurar quem polui o mesmo.
Relembrou que no dia 13 de outubro, dia em que o rio se encontrava bastante poluído, a água à saída da ETAR estava limpa e que, nesse dia, foi avistado um camião de uma empresa de Tomar a fazer descargas para o rio. Por isso defende que a ETAR de Seiça “não está isenta de culpas mas não é o único foco de poluição”.
Em relação à última descarga verificada, uma semana antes do Natal, disse a autarca que ainda não possui o resultado do que foi averiguado. De qualquer forma, considerou, a câmara terá de marcar uma nova reunião com o executivo de Ourém, uma vez que este mudou nas autárquicas.
