O Pavilhão Jácome Ratton será a estrutura tomarense a acolher a 2ª fase do plano de vacinação nacional contra a covid-19, que terá inicio a 8 de fevereiro, com a vacinação de idosos com 80 ou mais anos e pessoas com mais de 50 anos e com patologias associadas (insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração). Anabela Freitas, presidente da CM Tomar, confirmou que o pedido para cedência de uma estrutura independente para o efeito foi solicitada pelo ACES Médio Tejo, e deixou clara a intenção de que, a servir esta fase, o pavilhão Jácome Ratton possa continuar a servir as restantes fases do plano nacional de vacinação.
Quanto ao arranque da nova fase de vacinação, a autarca disse que em Tomar “todo o trabalho está a ser desenvolvido pelos centros de saúde, que já têm as listas dos utentes que têm essas patologias e estão por isso a fazer seriação. As outras pessoas, nomeadamente com 80 anos de idade e que não têm médico de família têm que se inscrever na plataforma da DGS, e irão também ser contactadas pelos centros de saúde”.
Por outro lado, disse que o Município manifestou disponibilidade em alocar trabalhadores da autarquia, assistentes técnicos ou técnicos superiores, para ajudar os centros de saúde nesta tarefa do contacto e agendamento da vacinação.
Em Tomar estará preparada uma estrutura independente com condições técnicas e tecnológicas para esse efeito, que será o Pavilhão Jácome Ratton, que terá circuitos definidos conforme indicação da Saúde Pública.
“É um espaço que tem acessibilidades, local para estacionamento… Não sabemos se se vai concentrar em Tomar só a vacinação do concelho de Tomar ou se irá aqui concentrar-se vacinação de outros concelhos. Está ainda para aferir essa matéria. De qualquer forma, vamos disponibilizar. Foi-nos pedido um espaço com acesso à internet porque tem de ser descarregado no sistema informático quando administram a vacina aos utentes”, mencionou a autarca.
Anabela Freitas disse ainda que há intenção “se aquele espaço servir para esta fase imediata da vacinação, manter-se para o resto das fases seguintes do plano nacional de vacinação”.
330 novos casos na última semana de janeiro, com descoberta de novo lar ilegal e transmissão comunitária
A presidente da Câmara Municipal, durante a reunião de Câmara desta semana e após a reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, referiu que quanto aos já conhecidos surtos em lares “as coisas estão controladas”, tendo dado conta de “duas situações preocupantes”.
Uma prende-se com um centro de dia “com duas trabalhadoras que acusaram positivo e fazem apoio domiciliário. Os casos “resultam dos testes feitos semanalmente a trabalhadoras das IPSS, em colaboração com a Segurança Social e Instituto de Medicina Molecular e decorrem no Pavilhão Municipal de Tomar. Todos os trabalhadores procederam a testes de despiste, e foi solicitada a listagem dos utentes a que estas trabalhadoras prestam serviço em apoio domiciliário”.
“Outra situação trata-se de um lar ilegal, que não estava sequer referenciado nem na Segurança Social, nem em nenhuma lista da Saúde Pública ou do município. A situação foi detetada porque foi solicitado aos Bombeiros de Tomar que fizessem o transporte de uma idosa para o hospital, e a mesma testou positivo. Nem o próprio presidente de Junta conhecia este lar. As informações que temos é que estão 12 pessoas nessas instalações. A GNR, a Proteção Civil e a Saúde Pública estão a tomar conta do caso para aferir o que se passa”, explicou a autarca.
Anabela Freitas lembrou que, durante o verão, “todas as outras instituições, públicas ou privadas, foram visitadas e os organismos conhecem o que se passa em cada uma delas. Durante os meses de verão houve visitas da Proteção Civil e Saúde Pública nomeadamente aos lares ilegais”.
Acontece que “este não estava referenciado, e foi pedida ajuda aos presidentes de junta que nos indicassem a existência de lares ilegais. Neste caso, nem o próprio presidente de junta conhece. Vamos acompanhar de muito perto esta situação”, assumiu.

Para além da questão dos lares, os números detetados advêm de transmissão na comunidade, algo que a edil já por diversas vezes sublinhou ser característico da situação epidemiológica e forma de transmissão no concelho de Tomar.
Segundo dados e avaliação do Posto de Comando Municipal de Proteção Civil de Tomar notou-se na última semana de janeiro “ligeira descida de casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2”, mas com Tomar a manter-se num “nível crítico”.
Segundo informação da CMPC “as autoridades reforçaram as ações de sensibilização e de fiscalização, não só na via pública, e em estabelecimentos comerciais e de restauração, mas também ao domicílio” e a Proteção Civil “mantém o acompanhamento da situação epidemiológica do concelho através da monitorização e vigilância tanto na comunidade em geral como em instituições, nomeadamente a lares”.
Já o “acompanhamento e apoio direto está a ser efetuado pelas entidades competentes tanto nas áreas da saúde como da Segurança social”.
Na mesma informação da CMPC de Tomar refere-se que o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem em funcionamento seis enfermarias com 166 doentes covid internados, dos quais 17 em cuidados intensivos.
Segundo os dados apurados até quinta-feira, dia 4, pela USPMT – Unidade de Saúde Pública do ACES Médio, em Tomar recuperaram 1001 pessoas dos 2238 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 registados desde março de 2020. Na semana entre 25 e 31 de janeiro registaram-se 330 novos casos positivos, menos 154 que na semana anterior.
