A Câmara Municipal de Tomar deu conta da conclusão dos trabalhos de limpeza do rio Nabão, desde o leito às margens, incluindo intervenções para desobstrução do leito. Tal intervenção decorreu durante dois meses, entre a cidade e o Açude de Pedra, numa extensão de 2200 metros.
Segundo comunicado do município, esta intervenção “profunda” incidiu na remoção de centenas de árvores e troncos “alguns dos quais ainda resultantes do tornado de 2010”, que deixou marcas no concelho e região.
Também foram retirados alguns detritos que obstruíam o curso normal das águas do rio, tendo em vista a minimização do risco de cheias na cidade, que poderia decorrer do “arrastamento e atravancamento destes resíduos nas pontes, açudes e comportas da zona urbana”.
Mais acrescenta o município que foi feita outra intervenção de limpeza do rio entre a Ponte do Prado e a zona da ETAR da Pedreira, “numa extensão de aproximadamente mais mil metros, onde a acumulação de árvores, canaviais e outros detritos quase ocultava o curso de água”.

A ação foi licenciada pela APA (Agência Portuguesa para o Ambiente), mas inteiramente financiada pelo Município, “contrariamente a outras ações similares custeadas por aquele organismo em várias regiões e concelhos do país”. Segundo o vice-presidente da autarquia, Hugo Cristóvão, a última intervenção representou 15 mil euros de custos para a Câmara de Tomar.
Por fim, a autarquia relembra que, mediante a lei (designadamente da alínea b) do artigo 33.º da Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro), “os proprietários ou possuidores de parcelas de leitos e margens de linhas de água, nas frentes particulares e fora do aglomerado urbano, são obrigados a garantir a limpeza das mesmas segundo as normas para a limpeza de cursos de água não navegáveis”.
O município alerta para “o facto de ser fundamental, e muito mais do que apenas um imperativo legal, que os proprietários dos terrenos confinantes com o rio procedam de uma forma cívica e responsável à limpeza periódica das suas margens, impedindo o crescimento de vegetação que ponha em causa o normal curso das águas, e evitando que esses detritos sejam atirados ao rio, como infelizmente tem sido recorrente”, termina.
