O município de Tomar reforçou a sua estratégia de prevenção de incêndios e valorização ambiental com a aquisição de três novos biotrituradores, equipamentos que permitirão transformar resíduos verdes em material reutilizável e melhorar a capacidade de resposta em todo o concelho.
O investimento, que ronda os 70 mil euros mais IVA, visa dar uma solução mais eficiente à gestão dos sobrantes vegetais resultantes de limpezas de terrenos, podas e outras intervenções, contribuindo para reduzir a acumulação de matéria combustível e, consequentemente, o risco de incêndio rural.
Além da componente preventiva, os novos equipamentos permitirão uma atuação mais rápida em situações excecionais, como aconteceu após a passagem da tempestade Kristin, que provocou a queda de árvores e a acumulação significativa de resíduos vegetais em várias zonas do concelho.

De acordo com o modelo definido pelo município, um dos biotrituradores ficará afeto aos serviços municipais, enquanto os outros dois serão disponibilizados às juntas de freguesia de forma rotativa. A utilização terá especial incidência nas áreas consideradas mais vulneráveis ao risco de incêndio, contando sempre com acompanhamento técnico dos serviços municipais.
A estilha produzida através da trituração dos resíduos ficará disponível para utilização local, podendo ser aproveitada em diferentes contextos, desde a agricultura à jardinagem, promovendo práticas sustentáveis e reduzindo o desperdício de recursos.

De acordo com a nota divulgada, a medida procura reforçar a colaboração com as freguesias e incentivar uma gestão mais eficiente dos resíduos verdes, enquadrada numa lógica de economia circular e de valorização ambiental do território.
A entrada em funcionamento dos novos equipamentos está prevista para o início de julho, representando “mais um passo concreto na aposta de Tomar na sustentabilidade e na economia circular”, destaca a autarquia.
