A Câmara Municipal de Tomar está a estudar a instalação de moedeiros nas casas de banho públicas, com o objetivo de passar a cobrar a utilização destes espaços e, com a receita obtida, reforçar a manutenção. A possibilidade foi apresentada pelo presidente da Câmara, Tiago Carrão, depois de o vereador Manuel Roque ter questionado o funcionamento dos sanitários públicos durante os fins de semana.
Manuel Roque explicou que Tomar é uma cidade histórica com um número crescente de visitantes, sobretudo ao fim de semana. O vereador afirmou ter encontrado três autocarros com visitantes que procuravam casas de banho públicas e não conseguiam encontrar nenhuma disponível.
Durante a sua intervenção, questionou se o executivo tinha conhecimento de que algumas instalações permanecem encerradas aos fins de semana e se estava prevista uma solução para garantir o seu funcionamento “pelo menos nos períodos de maior afluência de visitantes à nossa cidade”.
Na resposta, Tiago Carrão confirmou que tinha conhecimento da situação, incluindo das casas de banho junto à estação ferroviária. Explicou que a manutenção é assegurada por serviços externos contratados pelo município e reconheceu que “por vezes acontecem” falhas.
O presidente revelou, contudo, que está em estudo um modelo diferente. “Estamos aqui a estudar um modelo diferente”, afirmou, explicando que está em curso uma avaliação das soluções existentes no mercado para permitir a cobrança da utilização através de “uns moedeiros simples”.
Segundo Tiago Carrão, a medida pretende não apenas criar uma pequena receita, mas também contribuir para uma melhor manutenção dos equipamentos. “Essa receita, ainda que pequena, vai certamente também potenciar uma melhor manutenção e garantir que conseguimos também com essa receita no fundo a qualidade do serviço”, explicou.
O autarca acrescentou que a procura de receitas alternativas é importante para garantir melhores serviços e considerou a solução dos moedeiros “interessante”, tendo em conta o que acontece “por esse mundo fora”.
A instalação poderá avançar a curto prazo. “Estamos a estudar neste momento os moedeiros que poderemos lá aplicar, mas é algo também que queremos vir a implementar a curto prazo”, afirmou.
Hugo Cristóvão, vereador do PS, alertou, contudo, que a solução já tinha sido ponderada no passado e manifestou dúvidas sobre a eficácia dos moedeiros perante o problema do vandalismo.
O vereador explicou que a questão tinha sido avaliada aquando da reabilitação daquele espaço e que, na altura, se considerou que “os moedeiros não seriam solução”. Para Hugo Cristóvão, o problema principal não é financeiro, mas de segurança e vigilância.
“Não é pelo facto de alguém colocar uma moeda que o vandalismo pode ou deixa de existir”, afirmou, acrescentando que, mesmo em locais onde existem moedeiros, continuam a verificar-se problemas.
Na sua perspetiva, “será difícil que o problema possa ser resolvido sem a presença de alguém no local”, embora reconheça que poderão ser encontradas outras soluções.
