A Escola Secundária de Jácome Ratton (antiga Escola Industrial), em Tomar, comemorou na quarta-feira, 16 de maio, o seu 134.º aniversário, sendo que na ocasião foi anunciado pelo diretor do agrupamento de Escolas Templários, Paulo Macedo que em 2019 – ano da Festa dos Tabuleiros – será aberto um pequeno espaço que será o futuro Museu da Escola.
Paulo Macedo recordou que “foi por ofício do Conde de Tomar, mais conhecido simplesmente por Costa Cabral, deputado às cortes, por carta de lei do dia 6 de maio de 1884, rececionado pela Câmara de Tomar, participando a criação da Escola de Desenho Industrial Jácome Ratton, a 16 de maio.
De todas as escolas criadas nesse ano de 1884, a Jácome Ratton foi a terceira a ser inaugurada, a 9 de dezembro, com dois alunos diurnos e 36 noturnos. Mas foi em casa oferecida pela Câmara de Tomar, que se instalou a Escola de Desenho industrial Jácome Ratton, na Rua Direita da Várzea Pequena, n.º 73, 1.º andar. Hoje Rua Silva Magalhães.
O diretor do Agrupamento de Escolas Templários recordou ainda que “na altura da intervenção da Parque Escolar, que se iniciou em finais do ano letivo de 2008/2009 e terminou em 2011, durante os trabalhos de acompanhamento arqueológico, a Escola Jácome Ratton foi caraterizada, como se encontrando, no topo de uma suave colina com cerca de 60 metros de altitude, que desce suavemente sobre o rio Nabão que corre a cerca de 150 metros para Oeste. E é no topo desta suave colina que se encontram as «novas» instalações da sede do Agrupamento de Escolas Templários, aqui a funcionar desde 2012/2013”.

Salientou também que, no ano em que se comemora o Ano Europeu do Património Cultural, a equipa da Biblioteca Escolar Guilherme d’Oliveira Martins, desta escola, organizou uma pequena mostra, que já está aberta ao público desde o dia 10 e se vai prolongar até dia 30 de maio, com alguns dos “Tesouros do Tempo da Fundação”.
O vice presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, destacou a importância de uma das instituições mais antigas do concelho, desejando que a mesma “continue a ser uma sementeira de cidadãos e profissionais, num trabalho cada vez mais estreito com a comunidade”.
A cerimónia oficial incluiu ainda a peça de teatro “Contador de Histórias”, de António Torrado e encenação de João Mota, com alunos do Curso de Interpretação, não faltando o hastear das bandeiras ao som dos hinos nacional e o da escola pela Canto Firme – Associação Cultural. Os convidados puderam ainda realizar uma visita à documentação em exposição na biblioteca e, por fim, cantaram de parabéns à escola.
