O rio Nabão voltou a ser alvo de mais uma descarga ilegal de efluentes, detetada na madrugada desta segunda-feira e com vestígios muito visíveis no leito do rio ainda ao final da tarde. O Município de Tomar denunciou esta caso às autoridades, nomeadamente SEPNA, APA e Tejo Ambiente. Anabela Freitas, autarca tomarense, deu conta em reunião de executivo camarário estar o município a tratar de um processo de queixa-crime contra desconhecidos por crime ambiental.
O Município de Tomar diz requerer com as participações – “que irão ser compiladas e enviadas ao Ministério do Ambiente”, segundo a edil tomarense – que as entidades competentes atuem sobre as constantes descargas poluentes no rio Nabão e que “o problema seja tratado definitivamente”. A autarquia pedem que “sejam aplicados os esforços possíveis por forma a implementar todas as medidas corretivas necessárias”.
Na reunião de Câmara desta segunda-feira, Anabela Freitas deu conta no período antes da ordem do dia das diligências tomadas perante este flagelo que assombra o Nabão, mencionando estar o município a preparar um processo de queixa-crime contra desconhecidos por crime ambiental.
“Estamos a preparar uma queixa-crime contra terceiros, com a advogada síndica da Câmara Municipal, por crime ambiental”, mencionou a autarca.
Em comunicado, a autarquia refere que este atentado ambiental volta a acontecer com o modus operandi de outros episódios, aproveitando “condições meteorológicas que se registaram, de forte precipitação, especialmente propícias à ocorrência destes crimes ambientais”.
O Município alerta ainda que “as descargas de efluentes, qualquer que seja a sua origem, sem o adequado tratamento prévio, são ilegais e provocam impactos muito significativos no curso de água e na sua envolvente, com consequências graves quer para o meio ambiente quer para a saúde pública”, termina.
A PSP procedeu a recolha de amostras por suspeitas de crime ambiental no rio Nabão durante esta segunda-feira.
