A assembleia municipal de Tomar, reunida a 20 de abril, aprovou por maioria o Relatório de Gestão e Prestação de Contas do Município de Tomar referente ao ano de 2017”. A votação ditou o voto contra do PSD sendo que PS, CDU, Bloco de Esquerda e o eleito Américo Pereira (Independentes do Nordeste) votaram a favor.

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), frisou a redução do passivo que passou de 24,8 milhões (em 2016) para 22,2 mihões de euros (2017) e a taxa de execução nos 82% deve-se ao facto dos orçamentos serem mais realistas.

“Recordo que a câmara chegou a ter orçamentos de 60 milhões. Quanto mais realistas forem os orçamentos maior é a sua taxa de execução”, disse aos eleitos. Disse ainda que aumentaram a sua capacidade de endividamento e que o prazo médio de pagamento, aplicando a fórmula, está em 200 dias.

“O prazo médio real cifra-se nos 90 dias”, salientou. “Houve um ligeiro aumento com  a aquisição de bens e serviços e uma diminuição ligeira nos custos com pessoal porque terminamos de pagar a opção gestionária aos trabalhadores e da receita corrente foram usados 5 milhões de euros para investimento”, disse.

Luís Francisco, da bancada do PSD, fez uma análise positiva ao modo como foram apresentadas as contas e a busca de equilíbrio financeiro feito no mandato anterior. Disse, no entanto, que há falta de estratégia – ou de comunicação da mesma – sendo que basta ver o número de correções feitas ao orçamento e a falta de investimento financeira.

“Quando verificamos, através de vários indicadores, o declínio do concelho falta saber o que é que o município está a fazer para contraria este declínio. Faltam marcas e referências que nos indiquem que se está a dar a volta e faltam resultados”, referiu.

O eleito do PSD questiona se os 5,5 milhões de euros de investimento feito foram na realidade aplicados, sendo que muito deste valor foi para amortização da dívida.

Susana Faria, da bancada do PS, salientou o esforço feito para reequilíbrio financeiro, traduzida numa execução orçamental muito próxima dos 85% legalmente previsto. Disse ainda que houve um aumento de capacidade de endividamento de 3,5 milhões de euros face ao ano anterior, numa melhoria gradual da situação financeira do município.

“De todo o trabalho realizado, salientamos a reabilitação da Sinagoga, do quartel dos Bombeiros, a valorização do Aqueduto dos Pegões, das ruínas do Pavilhão Municipal, aumento das transferências para as freguesias”, exemplificou.

João Tenreiro, líder da bancada do PSD, relembrou que a elevada taxa de execução deveu-se às várias alterações que foram feitas, notando que a receita do IMI aumentou razoavelmente sugerindo que, na próxima aprovação do IMI, se venha a descer este imposto.

Elsa Ribeiro Gonçalves

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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