O presidente da concelhia do CDS-PP de Tomar, João Amendoeira Peixoto, participou uma vez mais na reunião pública da câmara, realizada a 11 de junho, questionando o município tomarense sobre a importância da proteção da oliveira milenar de Vila Nova (Serra), sugerindo que se faça a aposta numa Rota do Azeite no Concelho de Tomar. Sobre este assunto, o vereador Hélder Henriques sublinhou a participação de um produtor de azeite do concelho na Feira Nacional de Agricultura de Santarém.
Referiu-se também à Casa Vieira Guimarães, defendendo que para se dinamizar este espaço é importante perceber quem foi a pessoa de José Vieira Guimarães. “Infelizmente muitos dos que conhecem Tomar, não sabem quem foi este patrício da terra … julgam até que terá sido arquiteto, quando na realidade era médico e talvez dos maiores historiadores que já tivemos”, salientou.
João Peixoto salientou que “se não se fizer nada, irá perder-se a memória escrita de José Vieira Guimarães para sempre”, salvaguardando que uma das formas desta preservação é através de fac-simile, cópias da obra original. Sugeriu ainda que esta valorização se faça de uma forma mais funcional e acessível para todos, através da potencialização da marca Casa Vieira Guimarães, como centro de conhecimento.
O presidente da concelhia do CDS-PP questionou ainda sobre a falta de informação na capela de Santa Iria, salientando o esquecimento de mais um patrício da terra, o pintor Domingos Vieira Serrão, conhecido internacionalmente, com obras supremas no Convento de Cristo e um pouco por todo Portugal e Espanha.
“Não existe uma única referência à presença do seu sepulcro e é um dos artistas tomarenses mais importante da História de Portugal”, sublinhou.
