Comunidade de Tomar dinamizou atividades de tempos livres com utentes do CIRE. Foto: Zé Paulo Marques

A comunidade tomarense envolveu-se na dinâmica ocupacional dos utentes do Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE) no âmbito dos tempos livres (ATL), tendo promovido atividades com contadores de histórias e outras ligadas à música, yoga, manicure e fotografia.   

Com a envolvência e generosidade da comunidade, as Atividades de Tempos Livres (ATL) no Centro de Integração e Reabilitação de Tomar geraram uma dinâmica de solidariedade em movimento entre os dias 16 e 31 de agosto, período no qual as atividades ocupacionais estão encerradas para férias. A instituição, com a ajuda coletiva, animou os utentes e colmatou as necessidades das suas famílias no sentido em que estas precisam de continuar a trabalhar.

Assim, neste período, muitas foram as atividades desenvolvidas com a colaboração de membros singulares e associativos da comunidade, como seja a dos professores da Escola de Música da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, as crianças do C.A.T.L. da mesma associação, a Associação de Pais do Jardim de Infância Raúl Lopes, contador de histórias da Biblioteca Municipal de Tomar e membros singulares da comunidade que brindaram os utentes do CIRE com atividades como manicure, cabeleireiro, aulas de ioga, fotografia e até um DJ.

O último dia de atividades foi passado em clima de festa, onde as “deficiências” não foram forma de inibição para que a alegria e a diversão acontecessem.  

A par de suprir as necessidades das famílias, estas atividades também foram planeadas com os objetivos de sensibilizar a comunidade sobre a deficiência e reforçar o tema sobre a velha/nova, questão da integração social. “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.”

c/Zé Paulo Marques

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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