CIRE instala projeto de inclusão digital para utentes com baixa visão. Foto: CIRE

O Centro de Integração e Recuperação de Tomar (CIRE) já tem a funcionar o projeto ‘Visão Ampliada, Inclusão Digital’, tendo criado uma sala com equipamento informático adaptado a utentes com baixa visão, ambliopia e cegos que permite que, quer no lar da instituição, quer no domicílio, estes utentes possam comunicar.

O projeto resulta de uma candidatura aos Prémios Caixa Social da Caixa Geral de Depósitos de 2022, que tiveram a duração de um ano (até maio de 2023), tendo o CIRE obtido a aprovação do seu projeto (de 600 candidaturas foram aprovadas 13) com o financiamento total de 10.000 euros.

Segundo explicou a instituição, o monitor responsável dá formação aos utentes de forma a autonomizar o uso pessoal dos equipamentos/ferramentas digitais, fomentar encontros on-line com utentes de IPSS similares e dá apoio a familiares para serem facilitadores do uso autónomo em domicílio ou em períodos de isolamento (por exemplo doença).

Tomar | CIRE instala projeto de inclusão digital para utentes com baixa visão. Foto: CIRE

“Ao não conseguirem aceder a meios digitais a situação de vulnerabilidade e exclusão agravou-se com reforço negativo pelo facto de possuir deficiência visual grave, refere o CIRE, tendo feito notar que “os ganhos deste projeto são pessoais, sociais e interacionais entre pessoas portadoras de deficiência junto dos seus pares, família e comunidade”.

“Este projeto vai melhorar a qualidade de vida dos utentes, de acordo com o modelo da OMS – Organização Mundial da Saúde nos domínios emocional, auto-representação, direitos, relações interpessoais, cidadania e inclusão social”, realça o CIRE.

CIRE instala projeto de inclusão digital para utentes com baixa visão. Foto: CIRE

O projeto irá ter continuidade no uso do equipamento pelos utentes de forma autónoma, no seu domicílio, durante períodos de férias ou de isolamento por doença, continuando a instituição com a formação em literacia digital, tais como cibersegurança, com o apoio de voluntários e monitores e técnicos do CIRE.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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