Foi um momento especial para 66 adultos aquele que se viveu na tarde de terça-feira, 29 de maio, no auditório da Escola Secundária Jácome Ratton, em Tomar, com a realização da 1ª Cerimónia de Entrega de Diplomas do Centro Qualifica – Agrupamento de Escolas Templários.
Uma ocasião que contou com as presenças do Secretário de Estado da Educação, João Costa, da presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, e do presidente do IPT, Eugénio Almeida, entre muitos outros convidados, animado musicalmente pelos alunos do Curso Profissional de Instrumentistas da Canto Firme, lecionado nesta escola.
João Costa disse aos presentes que a qualificação, seja dos jovens, seja dos adultos não é apenas um problema das escolas ou da Secretaria de Educação. “Um município com uma população mais qualificada é um município onde as empresas se conseguem desenvolver mais”, exemplificou.
O Secretário de Estado defende que é preciso construir um consenso alargado na área da Educação e a área de Educação de Adultos, sendo que é grave que não se aposte na educação de adultos como se aposta no pré-escolar ou no ensino básico.

O Secretário de Estado da Educação considera que deve ser feita uma aprendizagem ao longo da vida. “Hoje quando falamos em Educação não faz sentido pensar que Educação não é um processo contínuo. Vivemos num mundo que que trabalha vai ter sempre que estar a estudar e quem estuda vai ter que trabalhar. Eu todos os dias estudo e no dia em que deixar de estudar vou deixar de ser um bom profissional”, disse.
O Secretário de Estado disse que quanto mais alta é a qualificação académica menor é o tempo que fica em situação de desemprego sendo que os licenciados ganham em média mais do que quem tem o 12.º ano.
“A Taxa de desemprego tem vindo a cair mas cai quanto mais alta é a qualificação. Vale a pena estudar em Portugal e o estudo não acaba quando se termina uma licenciatura ou mestrado”, reiterou, acrescentando que quem dá aulas a adultos aprende muito porque cada um trás uma história de vida.
“A Escola tem muito a aprender com a qualificação de adultos”, disse, dando os parabéns aos formandos que neste dia receberam os seus diplomas e que acreditaram que valia a pena estudar.


Anabela Freitas, presidente da Câmara de Tomar, felicitou os formandos por terem conquistado esta etapa de vida. “Muitos de vós tiveram que abandonar, por vicissitudes da vida, o vosso percurso escolar e agora tiveram a vontade de retomar o mesmo o que é de salutar porque não é fácil conciliar a vida profissional e familiar com um banco de escola”, disse.
A autarca reconheceu, deste modo, o sacrifício feito por estes formandos, salientando que nove meses depois deste Centro Qualifica estes são os primeiros resultados. “Há um conjunto de novas profissões que estão a aparecer e é importante que a escola, quer no ensino formal quer no ensino não formal, qualifique as pessoas”, disse, acrescentando que se pretende que a região do Médio Tejo, com cerca de 250 mil habitantes, seja competitiva em matéria de emprego e captação de investimento.
Paulo Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas Templários, agradeceu o “excelente trabalho” da equipa técnica do Centro Qualifica, que promove a qualidade de vida de muitos cidadãos.
Referiu a necessidade de se estabelecerem parcerias com a sociedade civil, referindo que esta é uma oportunidade para muitos jovens e adultos completarem o seu grau de ensino.
“Este é um momento de enorme alegria para os formandos e suas famílias. É um momento em que se faz história, história privada”, disse.
Por seu lado, Angelina Macedo, Coordenadora do “Centro Qualifica Templários”, enalteceu o empenho dos formandos, sendo que este momento é o culminar de um processo trabalhoso mas frutífero. “Para além do 12.º anos, temos formações modulares certificadas para o desenvolvimento profissional”, notou.
Após a entrega de diplomas realizou-se um debate sobre Qualificação e Empregabilidade: Desafios no Presente e no Futuro, sendo que o Presidente do IPT considera que estes desafios residem na “inovação” e a “evolução científica e tecnológica” aos quais se terão que responder e que colocam problemas que muitas vezes nem estão identificados.
“Esta evolução vai-nos obrigar a trabalhar com tecnologias que ainda nem sequer estão inventadas e em empresas que hoje ainda não existem. E estamos a falar de um futuro de 10 a 15 anos e a única forma de responder a estes desafios é a aprendizagem ao longo da vida”, disse Eugénio de Almeida, acrescentando que vêm aí novos empregos e novas tecnologias.
