O Município de Tomar vai avançar com a empreitada de recuperação/requalificação da Igreja de São João Baptista, na Praça da República, em Tomar. Foi aprovado o início do procedimento de concurso público, referente à 1ª fase, com um preço-base de 1 milhão e 736 mil euros e um prazo de execução de 365 dias.
Há já alguns anos que a Igreja está sinalizada com necessidade premente de obras, havendo inúmeras infiltrações no seu interior, com problemas cuja gravidade vai aumentando progressiva e rapidamente.
Além de ser uma ambição da própria paróquia, esta é considerada uma obra “premente” tendo em conta “os graves problemas e bastantes infiltrações, especialmente nos dias de chuva, que fazem com que chova lá dentro e em zonas da nave central”, indicou Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia.
“Se esta intervenção demorasse muito mais poderia pôr em causa a segurança do edifício”, advertiu o vereador.
O projeto teve pareceres positivos da DGPC, tendo sido solicitado que o projeto fosse dividido em duas fases. A Direção-Geral do Tesouro e Finanças autorizou a entrada em obras, tal como já havia ocorrido com a Sinagoga de Tomar, uma vez que se trata de um monumento nacional.
A obra será financiada a 85% por fundos comunitários, e a autarquia espera que a componente nacional possa ser comparticipada pela DGTF. “Se não forem as autarquias a fazerem investimento no património do Estado, as coisas a acabam por cair”, disse a autarca Anabela Freitas (PS) durante a discussão do ponto, em reunião de executivo camarário.
Na mesma sessão, o PSD, na pessoa do vereador José Delgado, transmitiu que esta obra deverá ser devidamente fiscalizada com “corpo técnico qualificado”, dada a importância e especificidade da obra que envolve intervenções de conservação e restauro e o vasto projeto.
A Igreja de São João Baptista de Tomar “remonta ao tempo do Infante D. Henrique, tendo sido reconstruída e ampliada no início do século XVI”, pode ler-se no portal da DGPC.
Segundo a mesma informação “foi restaurada pela primeira vez em 1875, embora oito anos depois desta data se reclamassem novas obras no templo, nomeadamente o restauro do portal e do púlpito. Ao longo do século XX, a matriz foi sendo objeto de sucessivas obras de beneficiação de estruturas, limpeza e restauro do programa decorativo”, termina.
