Foto: Jfilipemo

A Câmara Municipal de Tomar aprovou o início do procedimento de contratação da empreitada de construção de edifício para musealização das ruínas do Fórum Romano de Tomar. A intervenção terá um preço base de 500 mil euros e terá duas fases, começando com a limpeza das ruínas e construção de infraestruturas, com cobertura para proteção e passadiços.

Classificadas como Imóvel de Interesse Público em 1997, as ruínas do Fórum Romano, vão ser alvo de intervenção em duas fases, segundo informação confirmada pela autarca tomarense Anabela Freitas ao mediotejo.net.

“A intervenção vai ter duas fases, tendo sido lançada a primeira que trata a limpeza das ruínas do Fórum Romano e começar a erguer o que será o Centro interpretativo das ruínas romanas”, mencionou a edil.

Por outro lado, Anabela Freitas referiu que as ruínas romanas “vão ficar a descoberto, e vão ser criados percursos para visitação através de passadiços. A primeira fase será para a infraestrutura, que ficará com proteção de telhado e criação dos circuitos. Na segunda fase será tratada a fase de musealização com criação de conteúdos”, concluiu.

Recorde-se que as ruínas do Fórum Romano se situam nas traseiras do Quartel dos Bombeiros e perto do Cemitério Velho, circunscrito entre a Avenida General Norton de Matos, Rua Amorim Rosa e Rua Carlos Campeão.

Segundo a DGPC, as ruínas estão localizadas “no local mais elevado da margem esquerda do rio Nabão, na zona de crescimento urbano mais recente da cidade”, em “local isolado e zona plana”.

A presença romana tem sido notada e atestada pelos vestígios que vão sendo encontrados em escavações, caso das ruínas das antigas termas romanas junto ao Pavilhão Municipal, que foram descobertas aquando a obra do parque subterrâneo.

Ditam as explorações e escavações bem como o estudo dos achados históricos que os romanos foram responsáveis pela fundação da cidade de Sellium ou Seilium, em Tomar, tendo sido encontrados também vestígios na zona da Alameda 1 de Março.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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