“Branco é, galinha o põe! É a Celtejo!”, disse o deputado do Bloco de Esquerda Carlos Matias durante a audição conjunta com Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território – Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.
Durante a sua intervenção o deputado sublinhou que “em Vila Velha de Rodão há três empresas ligadas à atividade da celulose. De duas são conhecidas as análises e sabe-se que não foram. Branco é, galinha o põe! É a Celtejo! Isto está escrito várias vezes nas respostas que o Ministério de Ambiente me deu. Portanto, todas as pessoas que dizem que foi a Celtejo que poluiu, seja o Arlindo Marques, seja o Carlos Matias ou outro deputado qualquer estão a citar a versão oficial e têm razão!”, afirmou Carlos Matias.
O deputado disse ainda que “o controlo nunca foi rigoroso. Ao longo destes três anos fiz variadíssimas perguntas ao Ministério de Ambiente. Estão todas no site do Paralmento. O que havia era um autocontrole das empresas. Eram elas que diziam se estavam a cumprir ou não, isto não é controlo nenhum é confiar naquilo que as empresas dizem”.
“É preciso uma solução equilibrada”, frisou Matias acrescentado que “é bom que as empresas percebam que a impunidade acabou. O BE está preocupado com os 178 trabalhadores da Celtejo. Mas a empresa poderá suportar os vencimentos de alguns trabalhadores que porventura fiquem desocupados durante algum tempo”, considerou.
Ainda há dias Carlos Matias dizia que era preciso saber que “critérios foram estabelecidos para que a revisão da licença à empresa Celtejo permitisse aumentar os valores de descargas no Tejo de “0,9 para 2,5, quase três vezes superior ao que praticava”.
“A APA emitiu uma licença a legalizar essa ilegalidade”, acusou o deputado do BE, lembrando que o ministro do Ambiente já considerou que foi uma má ideia a revisão da licença à Celtejo em 2016.
