Sara Correia atua no Teatro Virgínia em dezembro. Foto: Music Fest/Marco Almeida

Noiserv, Diogo Batáguas, Nuno Lopes, Eduardo Madeira e Sara Correia estão entre os nomes que passam nos próximos meses pelo Teatro Virgínia, em Torres Novas, numa temporada que cruza música, teatro, dança, novo circo, humor, marionetas e projetos de criação comunitária.

Depois do arranque da nova temporada em setembro, a programação prossegue em outubro, começando no dia 10, às 21h30, com “Clamor”, de Margarida Montenÿ, um projeto performativo e instalativo de novo circo que cruza o toque manual de um sino com o vocabulário da corda vertical.

Segue-se, no dia 16, “It’s a Long Yesterday”, espetáculo de dança de Carminda Soares e Maria R. Soares, antes de Noiserv subir ao palco do Teatro Virgínia, na noite seguinte, para apresentar “7305”.

O novo álbum surge no ano em que o músico celebra 20 anos de carreira e sucede a “Uma Palavra Começada por N”, editado há cinco anos. O concerto está marcado para as 21h30 de 17 de outubro.

Nos dias 23 e 24, “Bonecos”, da Red Cloud Teatro de Marionetas, apresenta sessões para escolas e famílias, respetivamente, seguindo-se, na noite de dia 24, Diogo Batáguas com “Optimista Céptico”, o quarto espetáculo a solo de ‘stand-up comedy’ do humorista.

Outubro termina com teatro. Cristóvão Campos, Nuno Lopes e Rui Melo apresentam, no dia 31, “ARTE”, de Yasmina Reza, numa encenação de António Pires. Um quadro em branco serve de ponto de partida para uma reflexão, com humor, sobre a amizade, o conflito, a diferença e a subjetividade do gosto.

Em novembro, o Teatro Maior de Idade apresenta “Catarinas”, adaptação de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, de Tiago Rodrigues, com uma sessão para o público sénior no dia 5 e outra para o público geral no dia 6.

No dia seguinte, João Vasco, Pedro Lopes e Fernando Costa apresentam “Sakamoto 1996”, performance de música e imagem dedicada à obra do compositor japonês Ryuichi Sakamoto.

A Companhia de Música Teatral leva depois ao Teatro Virgínia “PaPI Opus. 11”, com sessões para escolas nos dias 12 e 13 e duas sessões para famílias na manhã de 14 de novembro.

Na noite de dia 14 é a vez de Eduardo Madeira apresentar “Grande Entre os Assassinos”, o primeiro solo de ‘stand-up comedy’ do humorista em 12 anos.

A programação sai de portas no dia seguinte, com os Solistas da Orquestra Alma Mater a apresentarem um concerto comentado na Igreja Paroquial de Pedrógão.

A dança regressa ao Teatro Virgínia no dia 21 com “Quando Vem a Taciturna De Limiar em Limiar O Presente Frágil”, de Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristóvão, enquanto no dia 27 o St. Dominic’s Gospel Choir atua na Praça 5 de Outubro, também numa iniciativa Fora de Portas.

Dezembro começa com “O Lago dos Cisnes”, interpretado pela Imperial Heritage Ballet, no dia 4, seguindo-se, no dia 5, o Expresso Transatlântico, que apresenta “Trópico Paranóia”, o novo álbum do grupo.

Sara Correia sobe ao palco do Teatro Virgínia no dia 12 de dezembro para apresentar “Tempestade”, o mais recente trabalho da fadista.

A programação cinematográfica do Cineclube de Torres Novas acompanha a temporada, com 14 sessões entre setembro e dezembro, incluindo filmes portugueses e estrangeiros de diferentes épocas e géneros e propostas específicas para os públicos sénior e infantil.

Até 30 de setembro estão também abertas as inscrições para “Semente”, projeto comunitário coordenado pelo músico e curador artístico António Bastos. A iniciativa junta a Banda Filarmónica de Pedrógão, o Coro Vozes de Aire e até 15 participantes da comunidade, maiores de 15 anos, num processo de criação entre outubro e janeiro.

O projeto cruza tradição, eletrónica, guitarra portuguesa e diferentes experiências musicais e culmina na apresentação da nova obra no Teatro Virgínia, em 9 de janeiro de 2027.

A temporada do Teatro Virgínia arrancou em 23 de setembro com “À luz de Relvas”, de Maria Faleiro e Carlos M. Cunha, seguindo-se, no dia 25, “Pharol 54”, de Thorsten Grütjen, no Almonda Parque, e prolonga-se até janeiro de 2027.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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