Foto: marcosGpunto/teatro.es

Durante três dias, cinco companhias portuguesas e espanholas de teatro amador apresentam várias peças na Casa da Cultura da Sertã e no Cineteatro Tasso. A 10ª décima edição do Festival Ibérico de Teatro decorre de 20 a 22 de outubro, numa organização conjunta da Federação Portuguesa de Teatro, Escenamateur (Confederación de Teatro Amateur), Clube da Sertã e A.Com.Te.Ser – A Companhia Teatral da Sertã, com o apoio do Município.

A entrada nos espetáculos é gratuita, estando sujeita a apresentação de bilhete, que poderá ser levantado antecipadamente (sem possibilidade de reservas) na Casa da Cultura da Sertã ou no Cineteatro Tasso do Clube da Sertã.

No primeiro dia de festival, 20 de outubro, pelas 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Tasso “La Paz del Douro”, uma coprodução luso espanhola de Jesús Manchón. A peça conta a história de Tawny, um humilde viticultor farto das invasões romanas, a viver em Cale, na foz do Douro, que “sonha com uma vida calma e pacífica. Para a alcançar, irá passar por várias peripécias com o objetivo de obter para o seu povo a paz que tanto almejam”, lê-se na sinopse da peça.

No segundo dia de festival, 21 de outubro, às 16h00, o Cineteatro Tasso terá em cena “La Casa de Bernarda Alba” do espanhol Federico Garcia Lorca, pela companhia Skené Teatro, oriunda do País Basco. Bernarda Alba, a personagem que dá título a esta peça, é uma viúva que “irá impor o seu luto de oito anos às próprias filhas; no entanto, a impossibilidade de saírem de casa não será impedimento do romance entre a filha mais velha, Angustias, e Pepe. A história adensa-se quando Adela, a irmã mais nova, se apaixona pelo futuro marido da irmã”.

“La Casa de Bernarda Alba” do espanhol Federico Garcia Lorca, pela companhia Skené Teatro sobe ao palco no dia 21 de outubro. Foto: Mikel Agirregabiria

A segunda peça de teatro do dia, subirá ao palco da Casa da Cultura, às 21h00. Trata-se da peça “Pecado de João Agonia” de Bernardo Santareno, pela ACAL – Associação Cultural e Artística de Lourosa. A história de João Agonia, recebido como herói mas com um segredo escondido, é “envolta num misticismo que será desvendado com o desenrolar da peça”. Apesar de a história decorrer no início da década de 1960, “mantém-se atual, principalmente do ponto de vista social, partindo do pressuposto de que a liberdade nunca deixará de ser uma utopia ideológica de cada um”, de acordo com a informação divulgada.

No dia 22 de outubro, pelas 16h00, a Casa da Cultura recebe a peça espanhola “Retablo de la Avaricia, la Lujuria  y la Muerte” que traz a cena a revolta de uma rapariga contra o desejo da sua mãe “em vender o seu corpo a um judeu rico”. A peça, de Ramon Maria del Valle Inclán encenada pela companhia Teatrópodo da Extremadura, irá apresentar “os ambientes de corrupção, luxuria, avareza e morte de forma mágica”, de acordo com a sinopse.

A encerrar o Festival Ibérico de Teatro, às 21h00 no Cineteatro Tasso, entrará em cena o espetáculo “Até que a boda nos separe” de Laura Avelar Ferreira pelo Grupo Dramático e Recreativo da Retorta e conta a história de duas famílias, do noivo e da noiva, que só se conhecem no dia do casamento. A peça remete para a “desumanidade, recordando a falta de empatia e tolerância a que a sociedade se habituou, confrontando o espetador com a facilidade com que julga e acusa o próximo. A peça fala também de amor, enquanto solução e arma que combate quase tudo”.

Realizado anualmente, alternando entre Portugal e Espanha, o Festival Ibérico de Teatro tem como premissas mostrar o que de melhor se faz de teatro de amadores na Península Ibérica, enaltecendo o trabalho das companhias, ao mesmo tempo que proporciona reconhecimento público, partilha e intercâmbio de espetáculos e experiências, aproximando as companhias de ambos os países.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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