O festival FestIn arranca este sábado, dia 1, com o primeiro de quatro concertos que levam a música portuguesa a diversos locais do concelho da Sertã. Até 6 de maio, as noites de sábado são o momento ideal para ouvir Tio Rex, A Jigsaw, Noiserv e Um Corpo Estranho, sempre a partir das 22h00.

O primeiro palco a receber o festival FestIn é o da Casa da Cultura da Sertã, ao qual sobe o cantautor Tio Rex (Miguel Reis) este sábado, dia 1. O artista setubalense marca a diferença através da guitarra e da voz grave, com as quais construiu um imaginário autobiográfico e sobre o mundo que o rodeia. Histórias e estórias partilhadas nos EP’s Homónino (2012), An Online Release (2012) e 5 Monstros (2014) e nos álbuns Preaching to a Choir of Friends and Family (2013), Ensaio Sobre a Harmonia (2015).

Uma semana depois, a 8, a banda A Jigsaw atua na Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim, recebendo a bênção do público que conhece a vertente multifacetada de Jorri e João Rui. O último álbum, “No True Magic”, que conta com a participação da norte-americana Carla Torgerson (The Walkabouts, Tindersticks) no dueto “Black Jewelled Moon”, continua a inspirar-se no folk e nos blues, assim como na literatura no conceito da “imortalidade.

Os que esperavam novo concerto no dia 15 terão que aguardar pelo fim-de-semana seguinte, em que a expetativa será correspondida com o concerto de Noiserv, a 22, na Casa da Cultura da Sertã. David Santos começou o projeto em 2005 e depressa se tornou estrela brilhante no firmamento da música nacional com o brilho do álbum de estreia, “One Hundred miles from thoughtlessness (2008). Até à data juntou-lhe o EP “A day in the day of the days” (2010) e o disco “Almost Visible Orchestra” (2013).

O programa volta a pular uma semana até ao último espetáculo do dia 6 de maio em que João Mota e Pedro Franco contam anti-histórias no Monte de Nossa Senhora da Confiança, em Pedrógão Pequeno. Os “Um Corpo Estranho” foram vencedores do Novos Talentos Fnac 2013, destacados pela Revista Blitz para 2014 e no ano seguinte tornaram-se finalistas do Prémio José Afonso. O ritmo não abrandou e em 2016 lançaram o álbum”Pulso”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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