Foto ilustrativa: DR

Dois episódios ocorridos em agosto voltaram a colocar o tema da segurança no centro da discussão política em Torres Novas, com o vereador da oposição, Pedro Mafra, a questionar, na última reunião do executivo municipal, a capacidade de resposta da PSP, os meios disponíveis no concelho e o calendário para a entrada em funcionamento da videovigilância.

Pedro Mafra, vereador eleito pela coligação Aliança Democrática (PSD/CDS-PP) na Câmara Municipal de Torres Novas, levantou preocupações relacionadas com dois acontecimentos registados recentemente na cidade: a agressão a uma mulher que trabalhava na distribuição de pão, no dia 18 de agosto, e o ataque a um homem de 80 anos, numa tentativa de roubo, ocorrido poucos dias depois.

O vereador questionou o presidente da Câmara sobre a capacidade de resposta das forças de segurança, depois de ter sido noticiado que, no segundo caso, a PSP não teria tido meios disponíveis para se deslocar de imediato ao local, apesar de a ocorrência ter acontecido a poucas centenas de metros da esquadra.

Pedro Mafra, vereador (AD) na CMTN. Foto: DR

Pedro Mafra quis saber se o executivo está preocupado com a evolução da segurança no concelho e se o autarca torrejano já tinha reunido, ou pretendia reunir, com o comando da PSP para avaliar se os meios humanos e operacionais existentes são suficientes.

O vereador social-democrata questionou ainda qual a previsão para a operacionalidade do sistema de videovigilância na cidade de Torres Novas, lembrando que o sistema foi objeto de um protocolo assinado cerca de quatro meses antes. Manifestou ainda disponibilidade para acompanhar o executivo numa eventual reivindicação junto do Governo pelo reforço dos meios das forças de segurança no concelho.

Na resposta, o presidente da Câmara afirmou que a segurança já era uma preocupação do município antes dos acontecimentos recentes e reconheceu que as forças de segurança têm falta de meios humanos e materiais. José Trincão Marques defendeu a necessidade de reforçar o policiamento de proximidade e afirmou que a autarquia pretende continuar a reivindicar esse apoio junto do Governo.

O autarca adiantou que pretende promover uma reunião com representantes da PSP e da GNR para fazer um ponto de situação, provavelmente depois da Assembleia Municipal de 12 de setembro, que será dedicada à temática da segurança no concelho. A intenção, explicou, é reunir mais dados e perceber o que poderá ser feito para aumentar “pelo menos a sensação de segurança e a eficácia dessa segurança no nosso concelho”.

José Trincão Marques, presidente da CMTN. Foto: DR

José Trincão Marques rejeitou, contudo, uma leitura da criminalidade exclusivamente associada à iluminação pública. Recordou que o ataque ao idoso ocorreu durante o dia e afirmou que, embora a iluminação seja importante, “a criminalidade” não acontece apenas por falta dela.

Sobre a videovigilância, Trincão Marques esclareceu que o sistema integra um projeto intermunicipal, liderado pela PSP. O protocolo foi assinado pelo município com aquela força de segurança, mas a definição das prioridades e dos locais onde o sistema será implementado cabe à própria PSP.

“É a PSP que faz essa gestão de prioridades”, explicou José Trincão Marques, acrescentando que pretende também saber qual é o ponto de situação e por onde deverá começar a instalação. Segundo o autarca, há municípios que estarão mais adiantados no processo.

O presidente afirmou que deverá reunir em breve com representantes da PSP e da GNR, salientando que a cooperação entre o município e as forças de segurança tem sido positiva. Referiu ainda a necessidade de aprofundar a colaboração com a Escola Prática de Polícia e de continuar a estreitar a coordenação com as forças de segurança.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

Deixe um comentário

Leave a Reply