Posto de saúde de Alcaravela, Sardoal. Foto: DR

Oito anos depois de ter visto partir o último médico, o posto de Saúde de Alcaravela, no concelho de Sardoal, reabre esta segunda-feira, dia 29 de janeiro, com médicos, administrativos e cuidados de enfermagem durante três dias por semana, uma medida saudada pelo presidente da autarquia, Miguel Borges (PSD), e que, destacou, é reveladora de uma situação de estabilidade que “há muito não se via” em Sardoal, em termos de cuidados médicos de proximidade.

A reabertura do posto de saúde de Alcaravela foi anunciada pelo presidente de Câmara na última reunião de executivo, em resposta a um pedido de informações do vereador socialista Pedro Duque, tendo Miguel Borges referido que o mesmo vai, nesta fase inicial, prestar cuidados de saúde primários a cerca de 600 utentes e durante três dias por semana, sendo composto por duas manhãs com serviço médico, de enfermagem e administrativo, e um terceiro dia contará com serviço de enfermagem e administrativo.

“Temos tido bastante trabalho nesta situação que diz respeito aos médicos de família. Já me desloquei por diversas vezes à Assembleia da República e apresentei propostas para melhorar a situação. E, na verdade, há muitos anos que não tínhamos uma situação tão estável, não sendo ainda a ideal”, afirmou Miguel Borges, tendo lembrado os três médicos a prestar serviço na sede do concelho e destacado que a reabertura da extensão de saúde de Alcaravela ao fim de vários anos, “é uma boa notícia para os sardoalenses, para o concelho e para a região”.

O Município vai colaborar com o ACES do Médio Tejo nesta reabertura do posto de saúde de Alcaravela, assegurando a manutenção, limpeza do espaço e transporte dos profissionais.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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