Verdes hasteiam bandeira negra em Abrantes para alertar para a invasão do eucalipto. Foto: Pixabay

A Câmara Municipal de Sardoal deu parecer negativo a dois pedidos de replantação de eucaliptos no concelho, decisão tomada por unanimidade na última reunião de executivo e após parecer negativo do Gabinete Técnico Florestal da autarquia. O presidente da Cãmara, Miguel Borges (PSD), defendeu a necessidade de “equilíbrio” entre “desenvolvimento económico e as espécies autóctones”.

“A legislação diz onde se pode plantar ou não, onde há constrangimentos e o nosso Plano Diretor Municipal também tem as regras definidas, pelo que foram chumbados pela Câmara os dois pedidos, em linha com o parecer desfavorável que havia sido emitido pelo nosso Gabinete Técnico Florestal, disse ao mediotejo.net Miguel Borges, presidente da autarquia, tendo feito notar que a posição da autarquia é transmitida ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que tem depois a última palavra.

“Não é por deferimento tácito, é obrigatório o parecer das autarquias neste processo (de plantação ou de replantação de eucaliptos), de acordo com os instrumentos de gestão do território”, notou.

Miguel Borges defendeu que “tem de haver racionalidade e equilíbrio entre o desenvolvimento económico”, lembrando que os eucaliptos dão rendimento mais rapidamente que as outras espécies, “e as espécies autóctones”, tendo defendido a integração de terrenos do Estado em bancos de terras que permitam a criação de mosaicos florestais diversificados, sustentáveis e geradores de riqueza.

“Tem de haver um meio termos e nós em Sardoal precisamos de outras espécies, como as azinheiras, os sobreiros e os pinheiros, e também dos eucaliptos, para que ajudem a rentabilizar a floresta. Não diabolizo o eucalipto, mas tem de haver equilíbrio”, reiterou.

O autarca de Sardoal, a par dos demais eleitos do executivo, deram conta da sua preocupação com uma espécie que consideraram “invasora” e que “coloca a biodiversidade em causa”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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