Foto: Alfredo Cunha

Inaugura esta sexta-feira, dia 18 de setembro, às 20h00, no Centro Cultural Gil Vicente, a exposição de fotografia “O Tempo das Mulheres”, da autoria de Alfredo Cunha, um dos mais premiados fotojornalistas portugueses. Reconhecido por captar alguns dos momentos mais marcantes da história contemporânea de Portugal, é autor da emblemática fotografia de Salgueiro Maia na Revolução de 25 de Abril.

“O Tempo das Mulheres” resulta de um projeto que Alfredo Cunha concretizou em livro (Ed. Tinta da China, 2019), com textos da jornalista Maria Antónia Palla, e na exposição que ficará agora patente no Sardoal até 21 de novembro.

Reunindo imagens captadas ao longo de 50 anos de carreira, a mostra apresenta um vasto conjunto de fotografias realizadas em diferentes contextos culturais, sociais, religiosos e comunitários, em mais de vinte países da Europa, Ásia, África e Médio Oriente, evidenciando o papel das mulheres e a sua presença marcante nas diversas sociedades e culturas.

Para Alfredo Cunha, este projeto constitui uma homenagem à força e ao contributo feminino ao longo do tempo: “As mulheres foram sempre protagonistas silenciosas da História. Com esta exposição procurei mostrar a sua presença, a sua coragem e a sua importância nas mais diversas realidades e geografias.”

Nascido em 1953, Alfredo Cunha iniciou a sua atividade profissional em 1970, colaborando com diversos órgãos de comunicação social, entre eles a Agência Lusa, O Século, Público e Jornal de Notícias. Foi ainda fotógrafo oficial dos Presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares.

Ao longo do seu percurso, foi distinguido com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e recebeu vários prémios nacionais e internacionais. É também autor de mais de duas dezenas de livros dedicados à fotografia.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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