A Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP (DORSA do PCP) apela a todos os trabalhadores da saúde e também aos utentes para que “continuem com justa luta, desde logo com a participação na manifestação do 1º de maio, em Santarém, actualmente a ser preparada”.

O apelo é feito através de um comunicado enviado à Comunicação Social, no qual o PCP diz que “continuará a lutar por uma articulação entre os diversos níveis de prestação de cuidados tendo em vista o aproveitamento dos recursos disponíveis entre as Unidades Hospitalares, os Cuidados de Saúde Primários (nos quais se incluem as Unidades de Saúde Familiar, as Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e as Unidades de Cuidados na Comunidade), os meios financeiros, técnicos e humanos necessários ao cumprimento das suas missões remediativa, preventiva e de promoção da saúde”.

“A recuperação dos edifícios dos centros de saúde e dos hospitais, a defesa da autonomia das administrações hospitalares, a implementação de uma política de recursos humanos formativa, a contratação de médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, assistentes administrativos e operacionais, que levam ao aumento da capacidade de resposta do SNS” são outras das reivindicações que o Partido Comunista defende.

O PCP considera que “o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um importante sector público, que deve estar ao serviço da população portuguesa, tendo, no entanto, problemas que urge resolver. O PCP tem vindo a suscitar o debate e a apresentar soluções para a resolução dos problemas do SNS que afectam o acesso a cuidados de saúde de qualidade e de proximidade, que passam sobretudo por mais investimento do Estado nesta área”, lê-se no comunicado.

Segundo a DORSA do PCP, “no distrito de Santarém, dada as características de interioridade e assimetrias demográficas e de uma população envelhecida, são maiores as insuficiências financeiras e de recursos humanos indispensáveis à humanização dos cuidados de saúde, pese embora o esforço e dedicação dos profissionais de saúde, o que tem levado a um mal-estar laboral”.

A Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP reafirma que “o que se impõe de forma extremamente urgente é o reforço do investimento público no Centro Hospitalar do Médio Tejo, capacitando as suas três unidades hospitalares das valências, dos meios e sobretudo dos profissionais necessários para dar resposta aos graves problemas que se fazem sentir”, conclui o documento enviado à Imprensa.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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