AS deputadaS do CDS-PP Isabel Galriça Neto e Patrícia Fonseca

As deputadas do CDS-PP Patrícia Fonseca e Isabel Galriça Neto enviaram ao Ministro da Saúde oito questões sobre o Hospital Distrital de Santarém. O impacte que as recentes greves no sector da saúde tiveram no hospital e número de consultas e cirurgias adiadas são dois dos assuntos que as deputadas querem esclarecer.

Segundo o Grupo Parlamentar do CDS-PP, “nos últimos meses são várias as notícias e queixas de profissionais e utentes relativas ao Hospital Distrital de Santarém (HDS), sendo que o CDS-PP tem vindo a questionar o Governo, quer por escrito quer oralmente, sobre as várias situações”, lê-se no comunicado enviado à Comunicação Social.

O documento sublinha que, “conforme o CDS-PP atempadamente alertou – e tem reiteradamente vindo a repetir – o Governo anunciou precipitadamente o fim da austeridade e fez promessas que não tem conseguido cumprir. O resultado está à vista: profissionais de saúde descontentes e exaustos, com greves sucessivas, hospitais estrangulados financeiramente, sem conseguir
fazer face às necessidades, pondo em causa o acesso dos utentes ao SNS e a cuidados de saúde de qualidade em tempo útil”.

Perante a situação as deputadas do CDS-PP questionaram o Ministro da Saúde sobre “o impacte que as recentes greves no sector da saúde tiveram no Hospital Distrital de Santarém, quantas consultas e cirurgias foram adiadas e para quando serão remarcadas, quantos profissionais de saúde, em particular, médicos, enfermeiros, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e auxiliares de ação médica estão em falta no HDS, e quando vai o governo autorizar a contratação dos 49 enfermeiros que foi pedida”.

As deputadas pretendem ainda saber se o Governo assegura que, “com a entrada em vigor das 35 horas semanais, já no dia 1 de julho, nenhum serviço do HDS terá de encerrar”, bem como se assegura que “a prestação de cuidados de saúde aos utentes do hospital não será, de modo algum, comprometida”.

Patrícia Fonseca e Isabel Galriça Neto sublinham que “tendo o governo anunciado o fim da austeridade, como justifica que o Tribunal de Contas tenha negado vistos ao HDS para as obras no bloco operatório e para os serviços de refeições?”, questionam as deputadas.

“Tendo acabado a austeridade, conforme o governo apregoa, como justifica o senhor Ministro da Saúde que o HDS não tenha verbas que permitam que o Tribunal de Contas autorize estes compromissos? Quando será o HDS dotado do orçamento adequado às suas reais necessidades?” pergunta o CDS-PP.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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