O PR2-MAC-Rota do Brejo e Bando dos Santos tem início e final no parque de merendas do Brejo. Foto: Rotas de Mação

A associação Rotas de Mação, conhecida pelo seu papel ativo na valorização das aldeias e trilhos do concelho, volta a apostar no geocaching – uma “caça ao tesouro” global que utiliza GPS – para atrair visitantes e residentes ao interior do distrito de Santarém.

O evento apresenta um programa ambicioso que se estende por três dias em Cardigos, reforçando a estratégia de descentralização cultural e desportiva da organização, explicou Leonel Mourato.

“Todos os anos tentamos rodar pelo concelho e este ano decidimos manter o evento em Cardigos por uma questão de solidariedade após as recentes tempestades”, Mourato, sublinhando que a iniciativa conta com o apoio da autarquia e das Juntas de Freguesia para “promover o território e dinamizar as Rotas de Mação”.

Através da associação Rotas de Mação, os percursos pedestres um dos cartões de visita do concelho. Foto: Joaquim Diogo

Leonel Mourato, dinamizador da iniciativa, explica que a modalidade funciona como uma “caça ao tesouro” moderna, onde os jogadores utilizam GPS para localizar caixas escondidas (geocaches), promovendo o desporto de natureza e o turismo.

ÁUDIO | LEONEL MOURATO, DINAMIZADOR DAS ROTAS DE MAÇÃO:

O arranque acontece na sexta-feira, 17 de abril, em Cardigos. Pelas 19h30, abre o secretariado na Junta de Freguesia, seguindo-se o primeiro evento oficial da jornada, intitulado “Rumo ao Sol” (GCBK04N), num convívio que marca o início da aventura sob o céu do norte do concelho.

O segundo dia, 18 de abril, terá como centro de operações a Chaveira (Chaverinha). O programa é intenso e começa cedo, às 08h30, com a Caminhada PR12 MAC – Rota das Aldeias de Cardigos (10 km), permitindo aos participantes conhecer a arquitetura tradicional e as paisagens serranas.

Após o almoço, a tarde será dedicada ao “Maker Magic” e ao CITO (iniciativa de limpeza e preservação do meio ambiente), culminando com o evento “Rumo à Água” e um churrasco noturno. O dia termina com o “Tesouro Escondido dos Contrabandistas”, uma atividade que evoca a história e as lendas locais da região.

A jornada encerra a 19 de abril, com foco no Freixoeiro (Serra do Santo). Além do evento “Rumo ao Ar”, o grande destaque da manhã será a caminhada ao Centro de Portugal, aproveitando a proximidade geográfica de Mação ao ponto central do país, um local de forte carga simbólica para os pedestrianistas.

Rotas de Mação desafia participantes a descobrir o tesouro dos contrabandistas.
Imagem Ilustrativa: DR

A organização espera atrair entre 100 a 150 praticantes de todo o país, apesar dos desafios colocados pelo aumento dos custos de deslocação, num programa que se estende por vários dias e inclui um sunset no alto da Torre da Igreja, caminhadas na Chaveira e no Freixoeiro – com a colocação de cerca de 70 novas caixas que ficarão permanentes no terreno -, atividades de plogging para limpeza da Praia Fluvial de Cardigos e uma aventura noturna intitulada “O Tesouro Escondido dos Contrabandistas”.

A organização, que conta com o apoio do Município de Mação e das Juntas de Freguesia locais, garante que as refeições principais (almoço e churrasco de sábado) são gratuitas para os participantes, reforçando o espírito de hospitalidade que caracteriza as iniciativas das Rotas de Mação.

Este evento surge na continuidade de trabalhos anteriores da associação, que tem sido pioneira na criação de rotas de geocaching temáticas, ajudando a colocar Mação no mapa internacional dos praticantes desta modalidade e combatendo, através do desporto e do lazer, a desertificação das zonas rurais.

Para Leonel Mourato, o objetivo principal é claro: “Queremos que fique a marca da passagem dos jogadores e que os conteúdos criados no portal das rotas ajudem a promover os alojamentos e a restauração local, atraindo visitantes para lá da data do evento”.

As inscrições para o evento, bem como para as refeições gratuitas (almoço e churrasco de sábado), devem ser efetuadas através do portal oficial da organização em rotasdemacao.pt.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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