Ricardo Sousa repete vitória no Trail Abrantes 100 em edição com 745 atletas inscritos. Foto: CMA

A nona edição do Trail Abrantes 100 reuniu 745 atletas inscritos, no sábado, 10 de outubro, numa competição que teve Ricardo Sousa e Luísa Freitas como vencedores da distância principal. O evento mobilizou mais de 300 voluntários e estreou uma prova inclusiva destinada a pessoas com mobilidade reduzida.

Ricardo Sousa, da Associação Desportiva Nós Acreditamos, foi o grande vencedor da nona edição do Trail Abrantes 100, ao completar os 100 quilómetros em 10 horas, 31 minutos e 27 segundos. O atleta repetiu, assim, o triunfo alcançado em 2024, numa competição que voltou a percorrer os trilhos do concelho de Abrantes, no sábado, 10 de outubro.

Na competição feminina, Luísa Freitas, da equipa ÍBEX Trail Team/CA Riachense, conquistou o primeiro lugar na distância principal, com o tempo de 13 horas, 24 minutos e 19 segundos.

A edição deste ano contou com 745 atletas inscritos, maioritariamente portugueses, mas também com participantes de sete nacionalidades estrangeiras: Brasil, Espanha, Estados Unidos, Roménia, Venezuela, Cabo Verde e Moçambique.

A competição incluiu distâncias de 100, 50, 25 e 10 quilómetros, além das modalidades de estafetas, com equipas de dois ou quatro elementos a percorrerem os 100 quilómetros.

A prova principal arrancou à 01h00 da Praça Barão da Batalha, em Abrantes, atravessando várias localidades do norte do concelho, num percurso marcado por trilhos naturais, ribeiros, cascatas, carreiros e estradões. O evento, criado em 2016 para assinalar o centenário da elevação de Abrantes a cidade, integra atualmente o calendário nacional de trail running.

Na competição feminina, Luísa Freitas, da equipa ÍBEX Trail Team/CA Riachense, conquistou o primeiro lugar na distância principal. Foto: CMA

Nas restantes distâncias individuais, Paulo Reis e Sónia Ribeiro venceram os 50 quilómetros, enquanto João Pereira e Ana Damas conquistaram os primeiros lugares nos 25 quilómetros. Na distância mais curta, de 10 quilómetros, triunfaram Arlindo Brás e Nicole Narciso.

Além da vertente competitiva, o Trail Abrantes 100 integrou três iniciativas de caráter lúdico: uma caminhada com o mesmo traçado da prova de 10 quilómetros, o Trail Kids, destinado a crianças e jovens entre os cinco e os 15 anos, e, pela primeira vez, uma prova inclusiva de um quilómetro, dirigida a pessoas com mobilidade reduzida.

Reconhecida pela International Trail Running Association (ITRA), a competição integra também o circuito de provas de qualificação para as UTMB World Series, sendo certificada pela Associação de Trail Running de Portugal (ATRP).

A organização esteve a cargo do Município de Abrantes, em parceria com o Clube de Orientação e Aventura (COA), contando com o envolvimento de mais de 300 voluntários provenientes de associações, clubes e juntas de freguesia do concelho.

Os voluntários asseguraram, entre outras tarefas, o funcionamento dos pontos de abastecimento e controlo distribuídos ao longo dos percursos, este ano concentrados na zona norte do concelho, contribuindo para o apoio aos participantes e para a hospitalidade que caracteriza o evento.

Na componente de segurança, a organização contou com o apoio do Serviço Municipal de Proteção Civil, dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e do Centro Humanitário Abrantes/Tomar da Cruz Vermelha Portuguesa.

A décima edição do Trail Abrantes 100 já tem data marcada para 9 de outubro de 2027, assinalando uma década de edições de uma competição que alia desporto de resistência, contacto com a natureza e envolvimento das comunidades locais.

As classificações completas de todas as distâncias e modalidades podem ser consultadas na plataforma Trilho Perdido. Mais informações estão disponíveis no site oficial do Trail Abrantes 100

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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