Riachos juntou 80 pessoas em passeio de pasteleiras. Foto: Zé Paulo Marques

Riachos juntou no sábado cerca de 80 pessoas num passeio convívio pela vila com as afamadas pasteleiras, bicicletas que, apesar da sua antiguidade, estão bem estimadas e prontas para as curvas. Este passeios são realizados anualmente, com o objectivo de recriar momentos do antigamente e aproximar gentes da terra e apaixonados pela tradição e antigos costumes.

Zé Paulo (JB Mecânica) & Daniel Silva, privados de Miguel Cunha, recentemente falecido, puseram mãos à obra, e levaram a efeito no sábado, 28 de junho, o 8º. Passeio de pasteleiras de Riachos, que tinha como objetivo principal homenagear Miguel Cunha, um homem da terra que, para além de empresário e um dos dinamizadores destes passeios, era uma pessoa muito acarinhada em Riachos, pelo seu envolvimento no desenvolvimento da localidade.

Na altura do seu falecimento Miguel Cunha presidia à direção do Clube Atlético Riachense.  Com cerca de oito dezenas de participantes, iniciaram o passeio, depois da bucha no café “Tarro”, ponto de encontro dos convivas.

De barriguinha composta, lá partiram eles a caminho do Jardim das Pinheiras – Residência Sénior, gerido pelo Casal das Flores. E lá teve que ser mais uma bucha. Seguiu-se a romaria ao cemitério, onde depositaram uma placa de homenagem a Miguel Cunha.

O calor apertava, o café do Pacheco era logo ali, o restaurante Gamela dos Sonhos serviu o repasto que fechou o convívio das pasteleiras por terras de Riachos. 

Mauro das batatas fritas, Carlos Pipa, Sofia, Vera, Zé da Leonor e Clube Atlético Riachense foram elementos preciosos na efetivação do evento e no aglutinar de vontades em manter a tradição.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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