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Na minha opinião, um dos principais indicadores que ajuda a medir o nível de desenvolvimento de um país está diretamente ligado ao investimento na educação porque esta será a base de uma organização futura que contribuirá para produzir riqueza e libertar recursos que serão usados para reforçar o investimento na educação numa lógica de espiral ou cadeia de valor.

Em semana de regresso às aulas talvez valha a pena chamar a atenção para esta cadeia de valor que funcionará como a mais-valia que garantirá o futuro sustentável do país.

Como certamente já perceberam, não me refiro a Portugal porque a nossa realidade contraria tudo aquilo que referi anteriormente. E que fique claro, não me estou a referir à “guerra” dos professores com o governo.

Refiro-me aos métodos pedagógicos, aos programas escolares e às condições de ensino. E em momento algum confundo educação com pedagogia.

Reconheço, no entanto, a preocupação do governo, neste caso do ministério da educação, que mostra ter conhecimento do problema definindo-o como uma prioridade ao aumentar o número de alunos por turma.

Percebe-se a lógica. Aumentando o universo de alunos, vão-se conseguir melhores resultados com os mesmos recursos, o que permite acelerar em direção aos objetivos definidos. Até porque está cientificamente provado que quanto maior for o número de alunos por turma, melhores serão os resultados individuais e coletivos da aprendizagem.

Fica igualmente claro que esta medida também se preocupa com o desgaste profissional dos professores e em vez de os obrigar a repetir as matérias duas ou três vezes, permite-lhes despachar as “coisas” à primeira, deixando-lhes mais tempo disponível para o estudo de novos métodos pedagógicos, porque tal como nós, o ministério da educação também sabe que o segredo do sucesso não está na aplicação dos programas mas sim na forma como eles são aplicados.

E assim vamos andando, ano após ano, para mais um regresso às aulas igual a tantos. Tal como noutras matérias falta uma lógica de continuidade, que é quebrada por uma falta de visão estratégica originada pela inexistência de um pacto de regime que faz as coisas andar por impulsos, uns anos com mais ruído, outros com menos.

Com estes caprichos, sofre a escola, sofrem os professores, sofrem os alunos e sofre o país que continua sem descolar. Mesmo que nos apresentem “estudos” que digam o contrário, porque tal como a tradição, estes estudos também já não são o que eram.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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