Foto: Pixabay

Não gosto de máscaras, de dissimulações, nem daquilo que parece mas não é. Talvez esteja aqui parte da justificação para a minha falta de entusiasmo com o Carnaval.

Desengane-se quem não me conhece se pensar que sou um cinzentão, quadrado, conservador ou antiquado. Bem pelo contrário. Gosto de cores, estou em franco progresso num processo de “arredondamento”, simpatizo com a inovação e aprecio o que é contemporâneo.

Datar o divertimento e a alegria também não me convence. Primeiro porque não me podem obrigar a alterar o estado de espírito, se for esse o caso, e depois porque a forma de estar e de viver deve estar alinhada com o espírito desta época durante todo o ano e não apenas nestes dias. Parte da explicação será esta, mas não é toda. De todo.

Há mais argumentos que ajudam a explicar o meu contragosto pelo Carnaval. É que há quem aproveite a época de colocar as máscaras para as retirar e assim se revelar. E essa falta de coerência assente numa tremenda falta de coragem é própria de seres que vivem sobrevivendo à custa de práticas parasitárias que nos obrigam a desperdiçar recursos em antibióticos sociais.

Pode não parecer, mas toda esta reflexão está relacionada com os diversos prismas que separam a perspectiva da realidade. Não basta olhar, também é preciso ver, e mesmo assim devemos garantir que não estamos a ser traídos pelos nossos olhos ou manipulados por quem quer que vejamos aquilo que de facto não existe.

A verdade pode ter vários lados mas a mentira só tem um.

Provavelmente por tudo isto, nunca antes o 4º poder teve tanto poder, mas também nunca antes ele esteve tão dependente. E esta dependência, retira à sua essência aquilo que devia ser a sua filosofia pela qual ele se deve nortear – isenção e equidistância.

É também por isto que não gosto de máscaras, de dissimulações nem daquilo que parece mas não é. Mas colocando as coisas em perspectiva e alinhadas com a minha realidade, ainda gosto menos de mascarados, de simuladores e de quem defende a sua perspectiva como se fosse a minha realidade.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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