Rancho de Alviobeira cumpre ‘Abril com Sopas Mil”. Foto arquivo: Luís Ribeiro

O Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira celebra este mês o seu 38.º aniversário com uma programação especial que eleva a memória coletiva a palco principal. Sob o tema “Caminhos da Migração e Emigração”, o grupo convida a comunidade a uma reflexão sobre a identidade regional e os fluxos que moldaram a vida de tantas famílias locais.

Durante todo o mês de abril, a sede do rancho torna-se um ponto de memória com a exposição “Memórias da Emigração”, complementada pela mostra “Caminhos da Saudade”, iniciativas que reforçam o trabalho contínuo da coletividade na preservação do património imaterial de Alviobeira.

O programa de atividades pontuais tem início no domingo, 12 de abril, com o evento gastronómico “Abril Sopas Mil”, uma celebração dos sabores tradicionais que se tornou uma referência cultural na região.

Rancho de Alviobeira cumpre ‘Abril com Sopas Mil” em mês de aniversário. Foto arquivo: Luís Ribeiro

As comemorações prosseguem no dia 18 de abril com o Festival de Folclore, que reunirá grupos de diversas proveniências para promover a música e a dança tradicionais, culminando a 24 de abril com a Gala de Aniversário “Travessias”, um espetáculo que sintetizará a narrativa histórica da emigração portuguesa através da música e da coreografia.

Rancho de Alviobeira leva folclore às festas de Amêndoa (Olalhas). Foto arquivo: Luís Ribeiro

Desde a sua fundação, o Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira, Tomar, tem sido um pilar na preservação das tradições daquela localidade, do concelho Tomar e do Médio Tejo.

Ao dedicar este aniversário ao tema da migração, o grupo reafirma a sua importância como guardião da história local, lembrando que o folclore é a expressão viva das vivências e das “travessias” das gerações que moldaram a nossa identidade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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