Os deputados do Grupo Parlamentar do PSD, Teresa Leal Coelho, Nuno Serra e Duarte Marques dirigiram, no dia 14 de junho, algumas questões ao Ministro da Saúde, querendo saber se “o Governo pretende autorizar o pedido de contratação de enfermeiros feito pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo para fazer face às alterações provocadas pelo período normal de trabalho e se está previsto algum reforço e ou aumento de capital em 2018 para o Centro Hospitalar do Médio Tejo”.

O PSD considera que “o Centro Hospitalar do Médio Tejo tem sido uma das unidades de saúde mais prejudicadas pelo estrangulamento financeiro imposto pelo Ministro das Finanças e pelos atrasos nas transferências feitas pelo Ministério da Saúde, em particular no cumprimento do contrato-programa”.

No texto que antecede as questões enviadas ao ministro, os deputados social-democratas dizem que “este estrangulamento de ‘gaveta’ imposto pelo Governo tem impedido estas unidades de saúde prestarem um melhor serviço aos cidadãos, provocando a deterioração dos cuidados hospitalares e a degradação da qualidade do nosso Serviço Nacional de Saúde. Só a extraordinária máquina de propaganda do Governo e o silêncio cúmplice do PCP e do Bloco de Esquerda, com consequências diretas em alguns sindicatos, tem permitido impedir um sobressalto cívico”, sublinham os deputados.

Para o PSD, o Governo “‘capturou’ diretamente toda a qualquer autonomia das Administrações dos hospitais públicos, sob pretexto e capa da ‘má gestão das administrações’, procurando obrigar a ‘maior rigor’ nas contas dos hospitais. Hoje sabemos que tudo isso não passou de uma forma encapotada de colocar sob alçada direta do Ministério das Finanças a gestão dos hospitais e impor uma austeridade extrema na gestão dos recursos hospitalares”, denunciam.

“Sabemos que a escassez de enfermeiros no Centro Hospitalar do Médio Tejo tem sido uma constante nos últimos anos, a qual foi agravada pela recusa do Governo em contratar mais enfermeiros, a fim de compensar a passagem dos horários de trabalho desses profissionais para as 35 horas. De referir, aliás, que essa situação se agravará ainda mais quando se prevê, para muito em breve, a passagem dos restantes enfermeiros, atualmente com contratos individuais de trabalho, das 40 para as 35 horas de trabalho semanal”, refere o texto enviado ao ministro.

O Grupo Parlamentar do PSD considera “inaceitável que a Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo aguarde, já há vários meses, pela autorização do Governo para a contratação de mais cerca de 50 enfermeiros para fazer face a estas mais recentes alterações”.

“Sublinhamos ainda que, além das dificuldades reconhecidas por todos, têm surgido cada vez mais queixas sobre a falta de médicos, mas principalmente de enfermeiros nas três unidades hospitalares, Torres Novas, Tomar e Abrantes, sendo esta última a situação mais grave, em particular nas urgências, o que levou recentemente a uma reunião na Assembleia da República com os diferentes Grupos Parlamentares a pedido da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar”, conclui o documento.

Gisela Oliveira

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.